No dia 26 de julho, mais de 100 MC’s, DJ’s e amigos do funk se reuniram em Niterói. A idéia do encontro foi fortalecer o movimento para defender o funk como manifestação cultural popular.
Durante o encontro, os participantes definiram linhas de ação como a realização de um próximo encontro com o objetivo de organizar a Associação dos Amigos e Profissionais do Funk e um plano de trabalho para a realização de concursos de raps nas favelas.
Autoridades presentes se comprometeram com a elaboração de leis em diversos níveis definindo o funk como movimento cultural popular.
“Apesar da indústria do funk movimentar grandes cifras e atingir milhões de pessoas, seus artistas e trabalhadores passam por uma série de dificuldades para reivindicarem seus direitos, são superexplorados, submetidos a contratos abusivos e, muitas vezes, roubados. O mais grave é que, sob o comando monopolizado de poucos empresários, a indústria funkeira tem uma dinâmica que suprime a diversidade das composições, estabelecendo uma espécie de censura no que diz respeito aos temas das músicas. Assim, no lugar da crítica social, a mesmice da chamada “putaria”, letras que têm como temática quase exclusiva a pornografia”, questiona o Manifesto elaborado pelo movimento.
Leia o Manifesto do Movimento Funk é Cultura em nossa página.