[Por Por Thayz Guimarães/ Agenc] A tese de mestrado Do armário à tela global: a representação social da homossexualidade na telenovela brasileira, de Luiz Eduardo Neves Peret, tem como objetivo identificar e estudar a representação social da população homossexual nas telenovelas brasileiras. O enfoque dado é na novela “Mulheres Apaixonadas”, de Manuel Carlos, exibida em 2003, e que apresentava o casal lésbico Clara e Rafaela.
Em entrevista exclusiva para a Agenc, o autor do trabalho afirma que as abordagens sobre a diversidade sexual, numa forma geral, e da população LGBT em particular, mudaram muito pouco, especialmente na TV aberta e nos jornais impressos. Segundo ele, “os jornais impressos continuam sensacionalistas, pegando por aquele lado do crime ou então pelo lado do exótico. Se você encontra uma travesti em capa de jornal, por exemplo, ela morreu ou foi presa”.
Um ponto fundamental tratado na tese é a questão da visibilidade: “Se você é invisível, não há por que cobrar direitos sociais pra você”, declara o autor. “A maioria dos direitos negados (cerca de setenta e oito) à população LGBT se refere à questão da formalização do núcleo familiar e ao casamento”, comenta Eduardo. O problema é que “existe uma idéia equivocada de que o casamento é um sacramento religioso e que ele está acima dos direitos civis, o que, na verdade, é o contrário. A Constituição determina que o casamento é uma instituição civil que altera o estado civil de solteiro para casado, e que uma instituição religiosa só pode celebrar casamentos se houver registro civil, senão não há validade”, completa Peret.
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