Durante a Mostra Cultural de Integração dos Povos Latino-Americanos realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, de 14 a 18 de maio, em Curitiba, no Paraná, houve momentos de criação artística, de discussões sobre a cultura, de formação política, apresentações culturais e debates sobre a comunicação.
As informações são do Jornal Brasil de Fato, que realizou cobertura do evento.
No debate Imperialismo Midiático e as Alternativas de Comunicação Popular, a diretora da Vive TV, da Venezuela, Blanca Eekhout, fez um diagnóstico sobre a mídia no sistema capitalista. Para ela, o capitalismo necessita que a massa esteja conectada para transformá-la com mais facilidade em consumidores. “Temos que exigir a abertura de espaços nos meios de comunicação para a participação popular e buscar a democratização em que o povo tenha o controle do processo de produção dos meios e da informação”, afirmou.
A relação do movimento com a cultura também foi amplamente debatido. “Buscamos a elevação cultural do nosso povo. A Mostra leva o debate de que a cultura é tudo o que produz a nossa existência. Deveríamos ter acesso não a uma parte, mas ao conhecimento da espécie humana como um todo”, disse o integrante do setor de comunicação do MST Araídes Duarte.
De acordo com Ana Chã, do setor de cultura do Movimento, existem atualmente 40 grupos teatrais do MST pelo Brasil. Artistas como o uruguaio Daniel Viglietti e o brasileiro Pereira da Viola participaram da Mostra.