José Batista Gonçalves Afonso e Raimundo Nonato Santos da Silva foram condenados no dia 12 de junho a uma pena de dois anos e cinco meses de prisão pelo juiz da Justiça Federal de Marabá, Carlos Henrique Haddad.

 

Batista é advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá, membro da coordenação nacional da CPT e militante histórico na defesa dos direitos humanos, especialmente de camponeses e Raimundo Nonato é líder sindical e ex-coordenador regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAGRI), ambos no Estado do Pará.

 

“Repudiamos essa sentença porque se trata de uma condenação eminentemente política e está no bojo de ações articuladas de criminalização dos movimentos sociais e suas lideranças”, afirma nota divulgada por movimentos como a Via Campesina, o MST e A Comissão Pastoral da Terra (CPT).

 

O fato que gerou a acusação de João Batista e Raimundo Nonato aconteceu em 1999, quando mais de 10 mil trabalhadores faziam protesto na sede do Incra, Marabá. Eles foram acusados de impedir a saída do prédio da equipe do Incra.