O lançamento do filme Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei se encaixa muito bem nas discussões sobre ditadura, desaparecidos, torturas e torturadores deste ano de 2009. A direita põe todas suas fichas para proteger os seus cães de guarda. Um deles foi o informante, isto é, dedo-duro, Simonal. Quando começou o oba-oba sobre o filme, a imprensa comercial, isto é, patronal, se apressou em tentar livrar a cara do sujeito que entregou artistas e não-artistas para a polícia nos anos da Ditadura.  

Domingo, dia 21/6, aquela mesma Folha de S.Paulo que inventou a palavra “ditabranda” tentou limpar sua barra com um EXCLUSIVO sobre Simonal, o artista dedo-duro. A capa inteira do caderno Mais é dedicada ao “Informante Simonal”. Sem meias palavras, a matéria é um chute na canela dos que tentam defender o sujeito, graças ao qual vários brasileiros foram vítimas da Ditadura.  

“A Folha descobre documentos legais em que o cantor, um dos mais talentosos da MPB, declara ser colaborador do DOPS durante o regime militar”. No interior do caderno, as páginas 4 e 5 contam toda a história, fartamente documentadas. Na abertura da página 5, debaixo do título “O elo perdido”, o jornal repete suas afirmações: “Relatório confidencial do DOPS, de 30 de agosto de 1971, reforça a ligação com artista”. 

Agora, vamos ver como O Globo, o Jornal do Brasil e todos os outros vão fazer para limpar a barra daquela Ditadura que todos ajudaram a se implantar e se perpetuar.