[Por Eduardo Galeano] O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo. Leia o texto completo.

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Governo suprime mecanismos de controle público da mídia previstos pelo PNDH-3

[Por Raquel Junia] Todos os dias nos jornais, rádios e canais de TV é possível coletar exemplos de desrespeito aos direitos humanos. A primeira versão do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), lançada em dezembro de 2009 pelo Governo Federal, tentou criar ou fortalecer mecanismos já existentes para coibir este tipo de postura. Foi o caso, por exemplo, da proposta de criação de um ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios dos direitos humanos. E os veículos que cometem violações também estariam elencados. A proposta não era inovadora, já que atualmente a Campanha pela Ética na TV já promove um ranking dos veículos que atentam contra a dignidade humana – o primeiro lugar do último, inclusive, foi o programa Big Brother Brasil, veiculado pela Rede Globo. O PNDH 3 ia além, pois reforçava e sugeria a criação pelos estados e municípios de um observatório social destinado a acompanhar a cobertura da mídia em direitos humanos. Entretanto, essa proposta do ranking foi uma das retiradas pelo decreto 7.177, de 12 de maio de 2010, além de outras modificações.           Leia o texto completo da jornalista Raquel Júnia sobre o assunto.