“Muito se diz que sem imprensa livre não há democracia, mas será que a nossa imprensa, hoje, está à altura dos desafios que pesam sobre a nossa democracia? Jornalistas deveriam fazer-se essa pergunta diariamente”. No artigo, Eugênio Bucci, fala dos desafios enfrentados pelos jornalistas em sua rotina e afirma que esta questão deve estar afixada em todas as redações. Para ele, a qualidade da imprensa está relacionada com o nível de pluralismo cultivado em cada redação. “A palavra anda em desuso, é verdade, mas sem pluralismo não há democracia – e muito menos imprensa. Por certo, nenhum jornal pode assumir o dever de publicar igualmente todas as opiniões e todos os pontos de vista de todas as pessoas. Isso seria loucura – ou hipocrisia. Uma fórmula editorial é sempre um corte, uma escolha arbitrária, e não há nada de errado nisso. Porém, mesmo dentro do seu corte, da sua escolha editorial, um órgão de imprensa há de saber que sua credibilidade decorre justamente do respeito que reserva às opiniões divergentes”. Para Bucci, a imprensa se fortalece quando alimenta o dissenso, a diversidade. Segundo ele, quando jornais e revistas não cultivam o gosto pelo contraditório – de maneira respeitosa -, eles morrem. Confira o artigo Eugenio Bucci.