
[Por Sheila Jacob] O Núcleo Piratininga de Comunicação promoveu na tarde do dia 30 de janeiro uma oficina sobre a comunicação sindical como elemento de disputa de hegemonia.
Dela participaram alguns responsáveis pela comunicação de sindicatos ou federações: Fernando Gonçalves de Lima, do Sindsep/PE; Carlos R. Bittencourt, da Fisenge; Adelmo Andrade e Ney Sá, dos Bancários da Bahia; José de Ribamar França, da Fenajufe; e Vito Giannotti do NPC.
Giannotti repetiu uma das idéias-chave do NPC, que existem duas mídias distintas: “a deles, patronal, empresarial, comercial ou classicamente chamada de burguesa, e a nossa, a dos trabalhadores”. Ele deu vários exemplos de como a mídia empresarial constrói hegemonia. “Por isso a mídia sindical é uma arma importante para disputar hegemonia”.
Para reafirmar a importância da comunicação mostrou uma pesquisa com 100 grandes empresas publicada em Carta Capital de 6/08/08. Esta mostra que 92% consideram a comunicação essencial para seus lucros. “Eles já perceberam que a comunicação é estratégica. E os nossos sindicatos? Nós temos que investir em todos os veículos, como jornais, boletins, rádios…”
As experiências dos sindicatos e federações que participaram da mesa mostrou um grande esforço que muitos sindicatos fazem de usar as mais variadas formas de comunicação, para ganhar os corações e as mentes de milhares e milhões de trabalhadores. Estas vão da rádio-web, a programas de rádio, a revistas, a boletins eletrônicos regulares enviados duas vezes por dia, a cadernos, a programas de TV e vídeos e até jornal diário.
Da oficina ficou clara a centralidade da comunicação para os sindicatos que querem disputar a hegemonia na sociedade.