O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, as pastorais sociais e vários segmentos dos movimentos camponeses e indígenas promoveram no final do março um Seminário sobre os Impactos dos Grandes Projetos na Amazônia. A iniciativa teve como objetivo trocar conhecimentos, afinar o discurso das organizações populares e definir uma agenda de trabalho frente ao avanço dos grandes projetos na região.
A disputa pelo projeto de desenvolvimento para a região está relacionada à disputa pela terra e pelos recursos naturais. Essa questão opõe dois grupos: o primeiro formado por grandes corporações do agronegócio, mineradoras, construtoras de barragens, base de lançamento de foguetes de Alcântara, empresas de cosméticos e farmácia. E o segundo composto por camponeses, indígenas, quilombolas e defensores dos demais modos de vida considerados tradicionais na Amazônia.
Nesse cenário, o Estado continua a ser o principal indutor da economia local. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o principal financiador dos grandes empreendimentos, e o extrativismo continua como a base econômica.
