Folha de SP

De acordo com matéria publicada na Folha de S. Paulo, em 16 de julho, “morre um policial do Rio para cada grupo de 41 pessoas mortas pelas forças de segurança do Estado. A proporção é o quádruplo da média internacional, segundo estudo do professor da Universidade de Nova York, Paul Chevigny, adotado internacionalmente. 

Ainda segundo o jornal, “foram dez policiais militares e um policial civil mortos em confronto em 2007 até abril, contra 449 supostos criminosos que agentes mataram no mesmo período, em ações registradas comoautos de resistência”. O número de policiais representa 2,4% do total de baixas “adversas”.

O que pensam os entrevistados pela Folha

Em São Paulo a relação era de 11 mortos por policial, em 2005, e de 14 para um, em 2006, ano dos ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Mesmo em 2006, a proporção manteve-se inferior à metade daquela do Rio.”

José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM, ex-secretário nacional de Segurança Pública e diretor do Instituto Pró-Polícia. 

“É um escândalo. As mortes oficiais de policiais em ação correspondem a 14%. E policiais matam mais em folga que em serviço. Os índices internacionalmente “tolerados” são de 1% a 3%, no máximo; ou seja, no máximo de um quarto daqueles do Rio. O caso de uso de força excessiva pela polícia do Rio é não apenas o mais grave do Brasil, como o mais grave do mundo.

Só a polícia do Rio mata mais que a polícia dos EUA inteira, que matou 375 em 2006, em uma população de 300 milhões de pessoas. A polícia de Portugal, país com população semelhante à do Rio, matou só uma pessoa em 2006, contra 1.063 do Rio.

Silvia Ramos, do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Candido Mendes).