Por Leonardo Boff, em entrevista ao Fazendo Media:

Normalmente, em sociedades de classes, a opinião dominante é a opinião da classe dominante. Essa é a velha tese de Marx, e ela é uma verificação empírica. Isto é, grande parte da imprensa é empresarial. É uma empresa para obter lucro e fazer dinheiro, então obedece à lógica do capital. Em nome disso seleciona notícias, distorce e oculta outras. Tudo aquilo que não interessa à acumulação não ganha visibilidade.

Por Paulo Vannuchi, em sessão solene da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, na OAB/RJ

“Eu e muitos daqui somos daqueles que acreditamos que a democracia só realizará a idéia angular da igualdade quando o sistema econômico-produtivo do país estiver em correspondência com essa idéia. Enquanto houver uma única relação de alguém trabalhando para alguém, mesmo que seja uma empregada doméstica que o patrão considera como parte da família, a igualdade entre seres humanos, essencial na democracia, não estará assegurada” 

Por Beatriz Kushnir, sobre o seu livro Cães de Guarda: Jornalistas e Censores do AI-5 à Constituição de 1988

“Tento mostrar como é falsa essa imagem de que a imprensa combateu arduamente a censura. Isso é uma coisa muito delicada para os jornalistas. É delicado perceber que havia autocensura nas redações. A Folha da Tarde prestava muito para se perceber isso. Se você perceber realmente quando os jornais tiveram censores dentro da redação, então você nota que a autocensura funcionou muito mais do que o censor. Você tem poucos censores nas redações da grande imprensa. Eles estavam na imprensa alternativa” 

Por Hamilton Otávio de Souza, no artigo A Verdadeira Face da Folha de S. Paulo “Na verdade, entre os jornalões da grande imprensa empresarial burguesa, a Folha de S. Paulo tem sido o mais eficiente na arte da enganação de seus leitores e admiradores – em especial daqueles que desde o início dos anos 80 consideram o diário paulistano um veículo mais democrático e mais aberto às idéias progressistas do que os seus concorrentes O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Zero Hora, Correio Braziliense e outros de menor expressão”, comenta o jornalista