Coitadinha da CIA, ela errou feio em não prever a vitória de Evo Morales. Errou mais ainda em não ver a inevitável vitória do Hammas, nas eleições da Palestina. O mundo todo repetiu que Bush ficou chocado com o resultado na Palestina. Ele não esperava.
Estas são as historinhas contadas pelas agências americanas e repetidas fielmente pela mídia dominada em boa parte do mundo.
Ora, nossa experiência de eleições, no Brasil, nos diz que os levantamentos feitos por institutos de pesquisas, nas vésperas das eleições são quase milimetricamente exatos. A boca de urna traduz o resultado que virá logo a seguir e as pesquisas da véspera também nos dão resultados próximos do final.
Então, por que Bush ficou chocado com a vitória na Palestina e, antes, com a de Evo Morales?
Sabemos do poder de influenciar que possuem as pesquisas publicadas na véspera. Não é a toa que a justiça eleitoral proíbe a publicação das pesquisas na última hora.
A conclusão é simples, então. Não é que a CIA não estivesse informada. É que ela não quis noticiar uma pesquisa que só serviria para aumentar a distância entre o candidato agradável aos EUA e o que estes não vêm com bons olhos.
Por isso que os resultados das pesquisas, nos dois casos, foi totalmente falsificado, escondido, adiado. Foi mais uma manobra para ver se seus afilhados conseguiam garantir sua vitória e conseqüentemente a vitória da política dos EUA.