a necessidade da esquerda ter sua própria comunicação
A primeira idéia-chave do 11º Curso se baseou na necessidade de perder as ilusões que a classe dominante, a burguesia, vai nos fazer concessões em seus veículos de comunicação. Qualquer espaço de democratização deverá ser conquistado com a luta dos trabalhadores, com milhares e um dia milhões de pessoas nas ruas e praças das nossas cidades. Nada virá de graça. A mídia “deles” está na dela. Ela tem lado. E esse lado não é o nosso. Ao contrário é o lado dos nossos inimigos de classe. Por isso, nenhuma ilusão sobre a pretensa democracia deles sobre sua neutralidade, imparcialidade, objetividade e outras ilusões. Se os trabalhadores quiserem noticiar suas ações, seus sonhos e seus planos de luta só o poderão com seus instrumentos próprios. Por isso… vamos criar e aperfeiçoar sempre nossa comunicação.
Exemplos históricos e questionamentos atuais foram fornecidos por quase todos os expositores. Falou-se dos dois jornais diários dos anarquistas, no começo do século XX, do semanário Movimento Comunista de 1922, antes mesmo da criação do Partido. Falou-se da Imprensa Alternativa da época da Ditadura e do papel importantíssimo da imprensa sindical na oposição ao projeto neoliberal, durante a década de 1990. E, finalmente, uma pergunta sobre a realidade atual que não quis calar-se: porque, nestes últimos 25 anos o PT não criou seus órgãos de comunicação de massa?
O refrão final de toda intervenção parecia ensaiado: “vamos construir e potencializar nossa comunicação alternativa à sociedade que aí está.”