“O dia-a-dia de muitos brasileiros, especialmente aqueles que vivem em favelas, ainda é vivido na sombra de assassinatos e violência de facções criminosas, milícias, esquadrões da morte e da polícia, apesar de importantes reformas do Governo”. Essa afirmação foi feita pelo Relator Especial da ONU, Philip Alston, sobre execuções extrajudiciais, quando divulgou no dia 1º de junho um Relatório sobre o que o Brasil tem feito para reduzir mortes pela polícia desde a sua visita de 2007.

“Quando visitei o país, dois anos e meio atrás, constatei que a polícia executou supostos criminosos e cidadãos inocentes durante operações ‘de guerra’ mal planejadas e contra-produtivas dentro das favelas. Policiais que operam fora de serviço em esquadrões da morte e milícias também mataram civis, como ‘justiceiros’ ou para obter lucro. Atualmente, a situação não mudou dramaticamente. A polícia continua a cometer execuções extrajudiciais em taxas alarmantes”, constatou o especialista. “E eles geralmente não são responsabilizados por isso”.

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