Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), visitou no início de março áreas indígenas no município de Dourados (MS), onde foram constatadas condições degradantes e miseráveis. O objetivo da visita é verificar as denúncias de violações contra indígenas Kaiowá e Ñandeva, da etnia Guarani, e elaborar um relatório com recomendações às autoridades estaduais e federais. Segundo o diretor de Defesa de Direitos Humanos da SEDH, Fernando Matos, em vários locais faltam alimentos e água. Há ainda  problemas na demarcação da área e preconceitos na região contra os indígenas. Matos disse que os indígenas estão impedidos de realizar atividades de subsistência típicas de sua etnia, como a caça e a pesca, e que há denúncias de homicídios.

O advogado do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rogério Batalha, disse que o Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, com cerca de 70 mil indígenas, mas apresenta a pior situação de demarcação de terras do país. “A fronteira agrícola avançou nos anos 70, mas houve poucos avanços no reconhecimento das áreas indígenas. A falta de regularização desencadeou problemas sociais, violência, consumo de drogas e álcool e o maior índice de assassinatos de índios no país”, destacou o advogado.
                                                                                                         [Fonte: Agência Brasil]

Marisa escraviza imigrantes e sindicato vai às ruas denunciar

Uma cliente, que não quis se identificar, afirmou que não compraria mais na Marisa. “É um absurdo o que estão fazendo. Gostaria de saber para que tanta ganância? Para que tanta riqueza se não fornecem sequer salário justo e trabalho digno para as pessoas?”, disse C.M.A. Segundo o site da Marisa, a mesma é “a maior rede de lojas femininas do país”, com “mais de 220 lojas espalhadas por todas as regiões”; “mais de 90 milhões de peças vendidas” e “mais de 44 milhões de clientes” frequentam as unidades da rede por ano. Entretanto, mesmo com toda esta grandeza, a empresa não se envergonha de escravizar imigrantes, desrespeitar as leis e agir na ilegalidade. Segundo o jornal, há registros de “salários” de R$ 202 e de R$ 247, menos da metade do salário mínimo (R$ 510).

O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza repudia todos os absurdos cometidos nas Lojas Marisa e garante que este é apenas o começo da luta em combate a esta empresa. 

Na ocasião, a edição do jornal Brasil de Fato na qual constam todas as informações sobre a fiscalização foi distribuída para os trabalhadores, clientes e transeuntes. A população parou para ouvir o discurso dos dirigentes sindicais e indignou-se com os fatos relatados. Muitos clientes saíram da loja e desistiram de comprar em um estabelecimento que, em pleno Século XXI, se utiliza de trabalho escravo para enriquecer ainda mais seu patrimônio.


   [Fonte: Sindicato dos Comerciários de Fortaleza]       

O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza foi às ruas denunciar e repudiar as ações ilegais e imorais da confecção registrada como Indústria de Comércio e Roupas CSV Ltda, fabricante de peças de vestuário feminino para as Lojas Marisa, publicadas no mês de março pelo jornal Brasil de Fato. A manifestação aconteceu em frente à Loja Marisa do centro de Fortaleza. Os sindicalistas levaram à público as denúncias de escravidão, maus tratos, aliciamento, ilegalidade, jornadas de trabalho excessivas, diversos problemas no campo da saúde e segurança do trabalho e até indícios de tráfico de pessoas, segundo a fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, que responsabilizou a Marisa em 43 autos de infração.