O seringueiro Osmarino Amâncio Rodrigues, considerado um dos sucessores do sindicalista Chico Mendes, sente-se ameaçado por se opor ao manejo madeireiro comunitário na Reserva Extrativista Chico Mendes. A casa dele foi invadida e destruída, há mais de um mês, mas a polícia do Acre não avançou nas investigações.  

“Voltei a sentir medo no Acre, assim como sentia quando lutava com Chico Mendes”, disse o seringueiro. “A minha casa, no seringal Humaitá, lá na Reserva Chico Mendes, foi invadida e destruída completamente. Não foi roubo. Alguém decidiu destruir mesmo, uma covardia”.E completou: “A meu pedido, a polícia registrou um boletim de ocorrência. A polícia técnica compareceu ao local e fez fotos. Tenho que registrar porque meu medo é que aconteça de encontrar esses vândalos em minha casa.”

[Por Altino Machado, em Amazonia.org.br]

Cruzes marcam demissões na Braskem durante protesto dos petroquímicos

ato

Dezenas de cruzes fincadas no canteiro central da RS 386 (Tabaí/Canoas), na altura do quilômetro 441, traduziram a indignação dos trabalhadores petroquímicos contra as mais de 400 demissões que já foram realizadas pela Braskem desde a incorporação das empresas Copesul e Ipiranga Petroquímica, em 2007, somado ao anúncio de novas demissões agora na Petroquímica Triunfo, empresa recém incorporada pela Braskem.  As cruzes foram colocadas no local durante a manifestação realizada pela categoria na manhã desta quinta-feira, 23, que durou cerca de duas horas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Petroquímicas de Triunfo/RS (Sindipolo), o “pedágio do protesto”, como foi denominado o ato, teve o objetivo de chamar a atenção da sociedade para as demissões sistemáticas que vêm ocorrendo no Pólo e pressionar o governo a agir para que não sejam feitas mais demissões na Braskem. “Esta empresa foi altamente beneficiada pelo governo, via Petrobras, ficando com 75% da petroquímica brasileira. Por isso o governo também deve ser responsabilizado pela demissões que vem ocorrendo”, diz Eitor.

Além das demissões, diz Rodrigues, a categoria também está indignada com os sucessivos ataques desta empresa a direitos consolidados e a precarização da segurança nas plantas. “Recentemente houve vários acidentes e incidentes com incêndios de grandes proporções nas plantas da Braskem, cujas conseqüências poderiam ter sido trágicas para os trabalhadores, as próprias plantas e até as comunidades próximas ao Polo. A Braskem reduziu drasticamente o pessoal e se alguma emergência acontecer, não haverá nem mesmo trabalhadores em número suficiente para atender a ocorrência”, alerta ele.

Os trabalhadores também responsabilizam o governo Lula pelas demissões. “A ministra Dilma Rousseff , além de Chefe da Casa Civil também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, que é dona de 30% da Braskem e entendemos que o governo tem obrigação de evitar as demissões. Mas o que vimos até agora é a conivência com as atitudes da Braskem”, acusa Eitor.

Além de novas manifestações que deverão ocorrer, o sindicato também pretende levar a situação das demissões no Pólo aos poderes legislativo em nível estadual e nacional e denunciar à sociedade, através da imprensa e outros mecanismos, a situação dos trabalhadores do Pólo.  

Contatos:

Carlos Eitor Rodrigues – Presidente do Sindipolo – 9734.7707

Nara Roxo – 9124.7995