
Na manhã do dia 31 de janeiro, no FSM se realizou uma seção especial do Tribunal Popular Internacional para julgar os responsáveis por crimes contra os movimentos sociais. No banco dos réus estavam a mídia comercial/empresarial, as elites econômicas e o Estado brasileiro.
Os acusados foram julgados simbolicamente após o depoimento de testemunhas. De acordo com os advogados de acusação, “os réus obedecem aos interesses do poder econômico”. Um dos advogados, Marcelo Freitas, da Sociedade Paraense de Direitos Humanos, acusou, inclusive, o poder judiciário de barrar as ações sociais ao “enquadrar no crime de formação de quadrilha qualquer um que se reúna para fazer ações de reivindicação.”
Após o relato das testemunhas e as apresentações da defesa e da acusação, a presidente do Tribunal leu o texto final do julgamento.
As elites econômicas, dentre elas, fazendeiros e madeireiros, foram acusadas de patrocinar perseguições e atentados à vida das vítimas do povo e dos trabalhadores.
O aparato do Estado foi considerado conivente com as práticas de criminalização da pobreza através das forças repressivas e do judiciário, além de criminalizar permanentemente os movimentos sociais que lutam contra esta sociedade injusta.
A mídia empresarial foi acusada de veicular informações deturpadas, distorcidas e dirigidas intencionalmente a caracterizar as ações dos movimentos sociais como criminosas.
Num ritual simbólico, com voto popular da plenária que assistia a encenação do julgamento, os três réus foram considerados culpados por unanimidade.
(Fonte-base: Agência Pulsar)