[Por Sheila Jacob] Na quarta-feira, dia 9 de julho, o centro da cidade foi palco de uma manifestação em solidariedade ao MST e em repúdio à criminalização dos movimentos sociais. Com o tema “Somos todos sem terra, somos todos MST”, o ato ocorreu em frente ao prédio do Ministério Público (MP). Reuniu pessoas contrárias à decisão  do MP do Rio Grande do Sul de pedir, em relatório, “a dissolução do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a declaração de sua ilegalidade”. Este documento revelado recentemente foi elaborado em dezembro de 2007 pelo Conselho Superior do MP daquele Estado.

A bandeira vermelha do movimento estava cercada por imagens e frases de poetas e intelectuais, como Rosa Luxemburgo, Florestan Fernandes, Mercedes Sosa e Pablo Neruda. Todos esses lutadores e lutadoras levantaram suas vozes contra a exploração e opressão e todas foram reprimidos. Uma outra bandeira, de cor verde, estendida no chão, colheu assinaturas de apoio à causa do MST no Sul do país e de todos os movimentos de luta. Dodora, dirigente do Sindicato dos Profissionais em Educação do Estado, lembrou que o que está acontecendo com o MST já acontece com as entidades sindicais. E o advogado João Luis Duboc Pinaud lembrou a frase de Graciliano Ramos, que resume a idéia da manifestação: “O maior amigo do povo é o próprio povo organizado”.