Por Maria Rita Kehl
Se “Cidade Baixa” fosse apenas uma história de amor, já seria um belo filme. O amor restou como única forma de transcendência à disposição de nossas vidas privatizadas: quanto mais se amesquinha a vida pública, no Brasil, mais inflado nosso imaginário amoroso. Se “Cidade Baixa” se limitasse a corresponder à nossa carência insaciável de histórias de amor, temperado com cenas de bom erotismo, já estaria melhor que a encomenda. Mas penso que o filme de Sérgio Machado vai além. Na Folha de S. Paulo, 13/11/2005