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“Se reforma da Previdência fosse justa, valeria para políticos”, critica Stedile

Publicado em 16 de março de 2017

[Por Vívian Fernandes/ Brasil de Fato] Alterar a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria. Esses são alguns dos pontos da reforma da previdência promovida pelo governo de Michel Temer. A medida é polêmica pois mexe com a vida de trabalhadores da cidade e também com a dos trabalhadores rurais, principalmente das trabalhadoras rurais. Dessa forma ela vem sendo muito criticada por movimentos populares e por centrais sindicais.

Para debater e entender melhor esse tema e outros da política nacional, o jornal Brasil de Fato entrevistou João Pedro Stedile, que faz parte da direção nacional do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). | Confira a entrevista completa.

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Entrevista com Lívia Perez, diretora de ‘Lampião da Esquina’, documentário sobre o primeiro jornal LGBT do Brasil

Publicado em 6 de fevereiro de 2017

[Por Vanessa Panerari – Revista Fórum] Leia aqui a entrevista exclusiva para a Rede Fórum com Lívia Perez, diretora de “Lampião da Esquina”, documentário sobre o primeiro jornal LGBT do Brasil. Nascido em um contexto de imprensa alternativa, o jornal “Lampião da Esquina”, conhecido na época como “Lampião”, circulou entre os anos de 1978 e 1981, período de abrandamento dos anos de censura da ditadura civil-militar.

Durante o festival “É Tudo Verdade”, que aconteceu em agosto de 2016, Lívia Perez lançou seu documentário Lampião da Esquina, que resgata a história do primeiro jornal LGBT do Brasil, o homônimo Lampião da Esquina. O filme acabou sendo escolhido destaque do evento e, por isso, foi exibido também nas itinerâncias do Festival que acontecem em capitais como Recife, Belo Horizonte e Brasília. Alguns meses depois, foi exibido no 24º Festival MIX Brasil de Diversidade, onde recebeu uma menção honrosa. Confira a entrevista!

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Jornalismo vagabundo e criminoso, entrevista com Luis Felipe Miguel

Publicado em 23 de janeiro de 2017

[Rosângela Ribeiro Gil | NPC – SP] Não nos faltarão exemplos para corroborar a definição do professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Luis Felipe Miguel, de que a imprensa brasileira, comercial e partidária, faz hoje um “jornalismo vagabundo”. Eu diria mais: essa imprensa está com as mãos sujas de sangue. A “ficha corrida” dessa mídia é enorme, nem todos os presídios existentes no País dariam conta para tantos crimes. Mas citaremos um caso, bem recente inclusive, que mostra a que estão dispostos quem hoje está em frente a câmeras de televisão ou escrevendo seus textos ou artigos em jornais e revistas.

Todos sabemos que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Lava Jato, foi morto em acidente aéreo no dia 19 de janeiro último. Na manhã do dia seguinte, em telejornal da Globonews, ouviríamos da boca da jornalista Thais Herédia a seguinte “informação” (?): “Claro que a morte do Teori Zavascki também está na mesa dos investidores, eu conversei com vários analistas e gestores de fundos de investimentos, tenho falado com eles desde ontem, e é uma análise bastante fria, porque é uma análise que leva em conta o risco, o custo e o preço dos ativos financeiros que estão sendo negociados agora. A análise é fria porque ela leva em consideração que a morte do ministro Teori Zavascki atrasa toda a avalanche que seria causada pela homologação das delações, a famosa delação do fim do mundo e isso daria mais tempo ao governo do presidente Michel Temer, e à equipe econômica, que carrega uma grande credibilidade a continuar tocando coisas da economia, e abre também espaço para que a reforma da Previdência avance mais.”

Com a palavra Luis Felipe Miguel, que também nos agraciou com a sua presença no 22º Curso Anual do NPC, realizado em novembro de 2016, no Rio de Janeiro. Leia a entrevista completa.

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TVs públicas e comunitárias para acabar com a manipulação da televisão comercial, entrevista com Lalo Leal

Publicado em 10 de janeiro de 2017

[Por Rosângela Ribeiro Gil – NPC/SP] Com uma vasta ação em defesa da democratização dos meios de comunicação no País, o sociólogo, jornalista e professor de jornalismo Laurindo Leal Filho, o Lalo Leal, foi um dos debatedores que agraciaram o 22º Curso Anual do NPC, realizado em novembro de 2016, no Rio de Janeiro, na mesa “A televisão no Brasil”, junto com a filósofa Márcia Tiburi (ver matéria aqui). Nessa entrevista ao Boletim NPC, ele mostra o quanto o Brasil perde em comunicação de qualidade, verdadeira e plural com o monopólio da chamada “mídia hegemônica”, estruturada a partir de grandes grupos econômicos e partidarizada.

Lalo, até recentemente, antes do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no primeiro semestre de 2016, apresentava o programa “Ver TV” na TV Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), um programa semanal que tinha o compromisso de apresentar múltiplos olhares sobre conteúdos apresentados na televisão e também em outras mídias. Convidados debatiam a programação da TV de modo multidisciplinar, analisando seus aspectos jornalístico, econômico, social, psicológico, de entretenimento, entre outros.

O jornalista e professor também construiu sua carreira profissional atuando em emissoras como a Rede Globo, onde foi repórter, redator, locutor e comentarista; foi editor-chefe do jornalismo da TV Cultura durante a década de 1970. Nesse mesmo período foi professor livre-docente, de Jornalismo, na Escola de Comunicações e Artes e nas Faculdades Integradas Alcântara Machado. Entre 1982 e 1983 foi editor da central de jornalismo da TV Bandeirantes. | Confira a entrevista completa.

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‘Para ganhar a maioria é preciso partilhar experiências, linguagens, emoções’, entrevista com Francisco Louçã 

Publicado em 10 de janeiro de 2017

[Por Najla Passos – NPC/MG] O economista português Francisco Louçã é um os principais nomes da esquerda europeia hoje: foi um dos fundadores, em 1999, do partido socialista Bloco de Esquerda, que coordenou de 2005 a 2012. No 22º Curso Anual do NPC, que ocorreu no Rio de Janeiro, de 16 a 20/11, ele explicou porque o 1% mais rico da população consegue dominar os outros 99%: “a burguesia domina os meios de produção e reprodução de bens materiais, mas também tem os meios de legitimação”.

Dentre esses meios de legitimação, ele destacou o controle do sistema educacional, o judiciário e – é claro – a imprensa. A partir daí, mostrou como a burguesia constrói o que chamou de “banalidades” ou “sensos comuns” – aquelas ideias pré-concebidas pela classe dominante que os trabalhadores acabam convencidos de que são genuinamente deles.

Depois da palestra, Louçã conversou com o NPC e outros jornalistas sobre este tema e vários outros assuntos: a crise da globalização, o avanço do conservadorismo, a eleição do Trump, o impeachment da Dilma, os efeitos da política de austeridade sobre os trabalhadores, os desafios da comunicação sindical e o papel das esquerdas nesta conjuntura tão adversa. “Para ganhar a maioria é preciso partilhar a experiência, partilhar a linguagem, partilhar os sentimentos e as emoções”, afirmou. | Confira a entrevista completa.

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Pedrinho Guareschi: Nós vivemos uma ditadura da mídia

Publicado em 21 de dezembro de 2016

[Por Kátia Marko com edição de Claudia Giannotti– NPC] Pedrinho Guareschi esteve no 22º Curso Anual do NPC, participando da mesa sobre “Ideologia, representação e análise crítica da mídia”. Nessa entrevista, concedida à jornalista Katia Marko, ele fala sobre como os meios de comunicação tradicionais determinam nossas formas de estar e agir no mundo. Ele chama a atenção ainda para o fato de, apesar de haver novas e plurais mídias sociais, entre 70 e 80% da população se orienta e se informa pela TV aberta. “E, no caso brasileiro, isso é um escândalo, pois a TV aqui possui pouquíssimos donos, coisa que em outros países não é bem assim”, afirmou. É por isso que ele diz considerar que não vivemos em uma democracia, mas sim em uma ditadura da mídia. Confira a entrevista completa.

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