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Meu nome não é Sininho, entrevista com Elisa Quadros

Publicado em 18 de abril de 2017

[Por Mariana Simões e Natalia Viana – Agência Pública – 13.04.2017] Depois de dois anos parado, o processo que procura condenar Elisa Quadros Pinto Sanzi e outros 22 ativistas presos durante os protestos de 2013 e 2014 no Rio de Janeiro deve chegar ao fim. Em abril, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar um habeas corpus que pedia a anulação de provas colhidas por um policial militar infiltrado nas manifestações sem autorização judicial.

Assim que o STJ proferir sua decisão, o caso que ficou conhecido como “processo dos 23”, no qual os jovens manifestantes são acusados de “associação criminosa agravada pelo uso de arma e a participação de adolescentes”, deve finalmente ser julgado pelo juiz Flávio Itabaiana, do Tribunal de Justiça fluminense. Itabaiana é conhecido como “linha-dura” e concedeu diversos pedidos de prisão temporária dos ativistas, incluindo no final da Copa do Mundo de 2014. | Confira a entrevista completa.

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Marilena Chauí: “Universidades devem entender que fazem parte da luta de classes”

Publicado em 10 de abril de 2017

[Por Fania Rodrigues – Brasil de Fato RJ – 04.04.2017] Professora da Universidade de São Paulo (USP) e crítica assídua do modelo capitalista, a filósofa Marilena Chauí foi recebida essa semana por uma verdadeira multidão de jovens da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Auditório lotado, gente sentada no chão e escadas, porta entupida de espectadores e a entrada da universidade igualmente lotada, com alunos que assistiam à palestra em uma transmissão ao vivo, feita pela TV UERJ. Assim foi recebida Marilena, que falou sobre a crise nas universidades públicas brasileiras. | Confira a entrevista completa.

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Lei da terceirização acaba com concurso público, diz procurador-geral do Trabalho

Publicado em 29 de março de 2017

[Por Camila Rodrigues da Silva – Brasil de Fato SP – 23.03.2017] A Lei que regulamenta a terceirização ampla no país, aprovada nesta quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados, seria o fim do concurso público e um incentivo ao nepotismo nos municípios, no Estado e na União. Essa é a avaliação do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, que enumera consequências negativas para os trabalhadores, para o serviço público e até para o capital.

“Não vai ter mais concurso público porque todos esses serviços poderão ser terceirizados”, avalia Fleury.

O procurador projeta o futuro a partir de dados sobre os atuais terceirizados.”Os índices de acidentes de trabalho são muito altos: de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho fatais, oito são terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho”, exemplifica. | Leia a entrevista completa.

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“Se reforma da Previdência fosse justa, valeria para políticos”, critica Stedile

Publicado em 16 de março de 2017

[Por Vívian Fernandes/ Brasil de Fato] Alterar a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria. Esses são alguns dos pontos da reforma da previdência promovida pelo governo de Michel Temer. A medida é polêmica pois mexe com a vida de trabalhadores da cidade e também com a dos trabalhadores rurais, principalmente das trabalhadoras rurais. Dessa forma ela vem sendo muito criticada por movimentos populares e por centrais sindicais.

Para debater e entender melhor esse tema e outros da política nacional, o jornal Brasil de Fato entrevistou João Pedro Stedile, que faz parte da direção nacional do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). | Confira a entrevista completa.

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Entrevista com Lívia Perez, diretora de ‘Lampião da Esquina’, documentário sobre o primeiro jornal LGBT do Brasil

Publicado em 6 de fevereiro de 2017

[Por Vanessa Panerari – Revista Fórum] Leia aqui a entrevista exclusiva para a Rede Fórum com Lívia Perez, diretora de “Lampião da Esquina”, documentário sobre o primeiro jornal LGBT do Brasil. Nascido em um contexto de imprensa alternativa, o jornal “Lampião da Esquina”, conhecido na época como “Lampião”, circulou entre os anos de 1978 e 1981, período de abrandamento dos anos de censura da ditadura civil-militar.

Durante o festival “É Tudo Verdade”, que aconteceu em agosto de 2016, Lívia Perez lançou seu documentário Lampião da Esquina, que resgata a história do primeiro jornal LGBT do Brasil, o homônimo Lampião da Esquina. O filme acabou sendo escolhido destaque do evento e, por isso, foi exibido também nas itinerâncias do Festival que acontecem em capitais como Recife, Belo Horizonte e Brasília. Alguns meses depois, foi exibido no 24º Festival MIX Brasil de Diversidade, onde recebeu uma menção honrosa. Confira a entrevista!

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Jornalismo vagabundo e criminoso, entrevista com Luis Felipe Miguel

Publicado em 23 de janeiro de 2017

[Rosângela Ribeiro Gil | NPC – SP] Não nos faltarão exemplos para corroborar a definição do professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Luis Felipe Miguel, de que a imprensa brasileira, comercial e partidária, faz hoje um “jornalismo vagabundo”. Eu diria mais: essa imprensa está com as mãos sujas de sangue. A “ficha corrida” dessa mídia é enorme, nem todos os presídios existentes no País dariam conta para tantos crimes. Mas citaremos um caso, bem recente inclusive, que mostra a que estão dispostos quem hoje está em frente a câmeras de televisão ou escrevendo seus textos ou artigos em jornais e revistas.

Todos sabemos que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Lava Jato, foi morto em acidente aéreo no dia 19 de janeiro último. Na manhã do dia seguinte, em telejornal da Globonews, ouviríamos da boca da jornalista Thais Herédia a seguinte “informação” (?): “Claro que a morte do Teori Zavascki também está na mesa dos investidores, eu conversei com vários analistas e gestores de fundos de investimentos, tenho falado com eles desde ontem, e é uma análise bastante fria, porque é uma análise que leva em conta o risco, o custo e o preço dos ativos financeiros que estão sendo negociados agora. A análise é fria porque ela leva em consideração que a morte do ministro Teori Zavascki atrasa toda a avalanche que seria causada pela homologação das delações, a famosa delação do fim do mundo e isso daria mais tempo ao governo do presidente Michel Temer, e à equipe econômica, que carrega uma grande credibilidade a continuar tocando coisas da economia, e abre também espaço para que a reforma da Previdência avance mais.”

Com a palavra Luis Felipe Miguel, que também nos agraciou com a sua presença no 22º Curso Anual do NPC, realizado em novembro de 2016, no Rio de Janeiro. Leia a entrevista completa.

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