Devido ao agravamento da poluição industrial provocada pelo início da operação da  Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) em Santa Cruz, Estado do Rio, em setembro foi realizada uma missão para prestar solidariedade às comunidades da região. A missão foi composta por técnicos, pesquisadores, parlamentares e personalidades atuantes nas áreas de direitos humanos, meio ambiente e saúde. O objetivo foi coletar informações, depoimentos e investigar denúncias relacionadas à violação de direitos humanos e crimes socioambientais cometidos pela usina, que é projeto da ThyssenKrupp e da Companhia Vale do Rio Doce. Uma deputada alemã do Parlamento Europeu, Gabriele Zimmer, também integrou a missão. Ela foi recebida pela TKCSA para uma reunião na qual cobrou explicações da empresa sobre as denúncias existentes.
A missão se reuniu com moradores localizados próximos ao complexo siderúrgico para ouvir e registrar suas queixas. Os danos à saúde e os relatos impressionaram. Foram colhidos relatos sobre doenças de pele, fortes irritações e alergias nos olhos e vias respiratórias, além de outros problemas decorrentes do aumento da poluição atmosférica na área. O objetivo agora é encaminhar ações para que os danos sofridos sejam reparados, os moradores e pescadores indenizados e os impactos ao meio ambiente revertidos.
Será elaborado um dossiê detalhado sobre os impactos causados pela empresa ao meio ambiente e aos moradores de Santa Cruz e pescadores da Baía de Sepetiba. O documento será entregue às autoridades responsáveis para que tomem as medidas necessárias para reparar prejuízos e reverter os impactos negativos.