Um pedido de vista adiou o julgamento da ação que pretende declarar a responsabilidade civil do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra pela morte do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, em 1971. Brilhante Ustra havia entrado com um agravo de instrumento para impedir o andamento do processo. Ele seria julgado nesta última terça-feira, 12 de agosto, às 13h.

O Tribunal de Justiça de São Paulo deve voltar a se reunir na próxima terça-feira, dia 19 de agosto, para decidir sobre a continuação ou o cancelamento do processo. Na sessão realizada na 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, o desembargador De Santi Ribeiro votou a favor da continuidade da ação contra Ustra. Entretanto, o desembargador Luiz Antonio de Godoi deu seu voto contra. O julgamento foi adiado porque o desembargador Elliot Akel, que também ia votar, pediu vista do processo. 

Jornalista, Merlino militava no Partido Operário Comunista (POC) em 1971, quando foi detido. Levado ao Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), então comandado por Ustra, Merlino foi torturado e assassinado aos 23 anos.

Circula na internet um abaixo-assinado para que o julgamento seja realizado. Acesse-o em http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=271721