Leia abaixo alguns trechos do artigo Chiapas, a Paz Distante de Luiz Hernández Navarro, publicado no La Jornada de 30/04. Leia o artigo na íntegra em nossa página.

“Já faz um ano que o EZLN se mantém em silêncio. Vive-se uma situação que se parece a de um caldeirão cheio d’água no qual centenas de bolhas estouram anunciando que o líquido está prestes a ferver. As dezenas de enfrentamentos que brotaram em Chiapas nas últimas semanas advertem que a tempestade se aproxima. (…)

“Aparentemente, a natureza destes conflitos varia de caso a caso, mas os fatos partilham da mesma matriz: de um lado, ainda que em Chiapas o governo tenha mudado, o poder continua nas mãos daqueles que sempre o detiveram; do outro, este mesmo poder não pôde derrotar a rebelião que, ao contrário, continua se ampliando e consolidando. Os enfrentamentos vêm da disputa dentro de um mesmo território entre as forças da rebelião e os agentes da contra-insurreição.(…)

“Mesmo que o PRI não tenha o controle do governo do estado, as velhas agremiações que se escondiam sob o manto de suas siglas mantêm posições de poder muito importantes e são um fator recorrente de violência. (…) .”

Fonte Emílio Gennari – emge@terra.com.br