Em uma manifestação de servidores públicos estaduais e outros movimentos sociais do Rio Grande do Sul, no dia 30 de abril, um homem utilizou um crachá falso da Agência de notícias Carta Maior. Na ocasião, os manifestantes o identificaram como agente da chamada P2, o serviço secreto da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
O homem fotografava a manifestação até que foi surpreendido por pessoas que conhecem a agência de notícias e estranharam o “repórter” e o crachá falso. A Carta Maior informou que tomará providências junto as autoridades sobre o caso – que configura falsidade ideológica e documental.
“Não é de hoje que servidores de órgãos de segurança disfarçam-se de fotógrafos no Rio Grande do Sul, identificando-se como profissionais de imprensa para espionar manifestações de sindicatos e movimentos sociais. Imaginem o estardalhaço que causaria um agente disfarçado da Abin ou da Polícia Federal “cobrindo” uma reunião do PSDB com um crachá falso da Folha de São Paulo”, questionou o editor da Carta Maior, Marco Aurélio Weissheimer.