[Por Sheila Jacob e Vito Giannotti] A 1ª Conferência Nacional de Comunicação de
Muitos, pelo Brasil afora, se embalaram com o sonho e talvez a possibilidade de reverem padrões de concessões, de chegar ao controle social da mídia, e de combate à criminalização e perseguição a rádios comunitárias. O sonho dos militantes da comunicação dos movimentos sociais se estendeu para o campo de possíveis incentivos aos meios de comunicação alternativos e populares através de verbas públicas como as que são despejadas em generosas propagandas de empresas estatais para a mídia dos patrões.
Mas, até estes sonhos se concretizarem, muitas águas precisarão rolar. Muitas conferências, muitos projetos de lei e, sobretudo, muitos milhares precisarão invadir as ruas e exigir o que é um direito negado pelo sistema a serviço do capital. Desde antes da Conferência, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, em entrevista ao programa Roda Viva garantiu que o governo não levará para a Confecom o tema controle social da mídia. O ministro, na contramão da sociedade civil, disse considerar que é “equilibrada” a composição da Conferência: 40% de representantes da sociedade civil, 40% do segmento empresarial e 20% do poder público. A distância entre o que pensa o Ministro da Globo e o sentimento da maioria dos participantes da Conferência é de anos luz. Como se vê, a estrada é longa.