nossa pauta deve tratar de toda a vida do trabalhador
e de seus interesses imediatos e históricos.
Durante o curso foi repetido por quase todos os palestrantes que nossa pauta tem que ser ampla. Deve falar das preocupações da vida das pessoas “normais”: emprego, violência, filhos, amor, escola, televisão, enfim, de todos os aspectos da vida. Nossa imprensa e nossos vários instrumentos de mídia não podem se restringir a falar só da luta reivindicatória típica da atividade sindical. Devemos ir além dos temas corporativos. É preciso falar dos problemas da cidade, da saúde, da educação, dos transportes, da vida cultural e suas variadas expressões, do bumba meu boi ao rap.
Nessa floresta de assuntos e de temas que tocam a vida do povo, fazer a disputa de hegemonia com a classe hoje dominante.
Estas duas idéias permearam todas as exposições como se tivesse uma mão orquestrando os vários conteúdos. Na verdade esta confluência aconteceu pela escolha combinada dos expositores e por sua sensibilidade parecida frente a um público sedento de uma luz no fim do túnel para avançar na luta contra-hegemônica contra um inimigo poderoso, mas não invencível. O exemplo do povo venezuelano em sua resistência contra o poder midiático da burguesia do seu país foi citado várias vezes. Na foto, Claudia Santiago.