Ataque ao MST desnuda ação dos governos criminalizando a classe trabalhadora

            O MST divulgou nessa semana um documento no qual denuncia a forte violência que tem sofrido no Rio Grande do Sul pelas forças conservadoras desse estado. O movimento identifica que o governo de Yeda Crusius, a Brigada Militar, o poder judiciário local e a mídia atacam o movimento defendendo os interesses das empresas transnacionais. Neste ano já foram vários casos de agressões armadas contra militantes do MST e da Via Campesina. 

Trabalhadores informais também são alvo de violência governamental nos centros das grandes cidades. É comum o clima de tensão entre os camelôs que, ao perceberem que as guardas municipais ou forças do gênero se avizinham, saem concorrendo e às vezes perdem pelo caminho uma parte considerável de suas mercadorias.  

“Se a gente rouba, o governo reclama, se a gente trabalha do jeito que dá, também reclama. Então, pobre tem mesmo é que morrer”, comentou, certa vez, um senhor vendo estarrecido guardas municipais apreendendo mercadorias de trabalhadores informais no centro do Rio de Janeiro. 

A criminalização oficial não para por aí. Comunicadores populares de rádios comunitárias de todo o país também sofrem com a violência imposta pela polícia federal, que apreende os equipamentos, e, muitas vezes, também os trabalhadores das rádios, como se fossem verdadeiros criminosos.

Toda essa criminalização é sustentada pela mídia burguesa. Basta lermos os jornais ou assistirmos aos telejornais no dia seguinte a alguma manifestação da classe trabalhadora. Entre as manchetes mais comuns está “Manifestantes provocam engarrafamento”.   

E em seu bairro, sua cidade, seu estado… a classe trabalhadora está sendo criminalizada?

charge latuff

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