Autor: Luisa Vieira

Morre no Rio de Janeiro o jornalista Raimundo Pereira

[Texto: Letycia Kawada/Agência Brasil | Foto: Claudia Santiago] Morreu, na manhã deste sábado (2), no Rio de Janeiro, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, que encabeçou uma das fileiras de resistência na imprensa durante a ditadura civil-militar instaurada pelo golpe de 1964. Lembrado por colegas de profissão como “um guerreiro da informação e da democracia”, ele tinha 85 anos e foi cremado no bairro Caju, na capital fluminense.

Nascido no município pernambucano de Exu, mesmo bastante jovem, como outros perseguidos políticos da época, criticou abertamente as figuras no poder. As forças de repressão tornaram-no alvo quando ele, estudante do 5º ano do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), foi expulso por assumir sua posição, sem medo, através do jornal O Suplemento, mantido com colegas da instituição. Em entrevista concedida ao Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), contou sobre essa fase.

“À época do golpe de 64, eu estava quase me formando em engenharia e já estava muito envolvido no movimento contra a ditadura. Nesse período, eu participava do teatro e do principal jornal da escola. Quando houve o golpe, fui expulso. Na verdade, nos proibiram de voltar, então fui expulso por falta [do ITA]. O engraçado é que no fim do ano passado eu recebi o diploma do curso”, comenta. | Continue lendo.

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Livro ‘Contracorrente – A história de Raimundo Rodrigues Pereira’

Está disponível, no site da Fundação Mauricio Grabois, ‘Contracorrente – A história de Raimundo Rodrigues Pereira’, biografia escrita por Júlia Rabahie e Rafael Faustino e publicada em 2013. Na apresentação, os autores declaram: “Esta obra nasce como um trabalho de conclusão de curso de dois jovens jornalistas que buscam se formar na faculdade. Mas a nossa intenção é que, de alguma forma, vá além disso, levando a história de Raimundo Rodrigues Pereira ao maior número possível de pessoas, nesta e nas próximas épocas.” Acesse a obra!

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Mangue Jornalismo: três anos de jornalismo para valer

A Mangue é um coletivo de profissionais de comunicação sem fins lucrativos e ousa propor um jornalismo em Sergipe sem receber verbas de publicidade de governos e de empresas. São três anos sem ter o rabo preso com ninguém. […] Neste aniversário de três anos, o que está em jogo não é só a sobrevivência de um veículo, mas a continuidade de um espaço raro de um jornalismo corajoso e sem amarras em Sergipe. E uma vez perdido, esse espaço dificilmente será reconstruído. | Saiba como contribuir com esse trabalho. 

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A Voz da Contag apresenta o histórico de criação das políticas públicas para o campo

Você conhece o programaVoz da CONTAG? Produzido para os trabalhadores e as trabalhadoras rurais, a cada semana um novo episódio fala sobre aspectos da vida, da luta e das políticas para o campo brasileiro. Ao longo do mês de abril, estiveram entiveram entre as pautas o Seminário Nacional sobre Políticas Públicas para o Desenvolvimento Rural Sustentável na Agricultura Familiar, o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, os 28 anos do PRONERA e o projeto ‘Grito da Terra Brasil: da base, da escuta e da organização coletiva’. Voz da CONTAG foi ao ar pela primeira vez em 1º de Maio de 1993. De acordo com a Contag, é a mais duradoura experiência de rádio no movimento sindical brasileiro. | Saiba mais sobre a iniciativa e escute o programa.

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Endividamento das famílias e frustração da juventude impactam popularidade de Lula

[Por Juliane Furno/ Intercept]  Estamos diante de uma situação relativamente paradoxal. Enquanto os principais indicadores da economia vão bem – menor taxa de desemprego da série histórica; inflação baixa; crescimento do Produto Interno Bruto (PIB); e elevação da renda média e da massa salarial –, a percepção coletiva é de que as coisas vão mal. 

Essa evidência fica clara com a pesquisa do Datafolha de março de 2026: 46% dos brasileiros identificaram que a situação econômica do país piorou nos primeiros meses do ano. Isso é ligeiramente superior ao percentual de dezembro de 2025, quando 41% afirmavam isso. 

Na outra ponta ocorre o mesmo. Em dezembro de 2025, 29% das pessoas avaliavam que a economia melhorou e, em março de 2026, o percentual caiu para 24%. […]  

Acredito que esse cenário precise ser mais bem qualificado. | Continue lendo. 

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