Autor: Luisa Vieira

30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás: o fotógrafo diante do horror

[Por José Cicero/ Ag. Pública] No dia 18 de abril de 1996, o fotógrafo carioca João Roberto Ripper, hoje com 73 anos, desembarcou no sudeste do Pará com uma passagem comprada pela sogra, 100 reais no bolso e uma missão de registrar uma das maiores matanças no campo na história do país: o massacre de Eldorado dos Carajás. “Quando eu soube que era um massacre com aquelas proporções, pelo que eu já documentava, eu sabia a importância que tinha”, conta. […] Três décadas depois, Ripper — um mestre em capturar a beleza das comunidades tradicionais — revisita a memória daquele “asfalto de desamor”. Nesta entrevista, ele reflete sobre a dor de fotografar chorando, a “hipocrisia da imparcialidade da imprensa” e como, mesmo diante da morte, a teimosia em ser feliz e a luta pela terra permanecem como as maiores bandeiras de camponeses. | Confira alguns dos trechos mais importantes da entrevista de João Roberto Ripper concedida à Agência Pública. 

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Mineração ameaça 57% dos assentamentos de reforma agrária no Brasil, alerta estudo

Um estudo da Fundação Rosa Luxemburgo, em parceria com a ONG Fase, mostra que 57,1% dos assentamentos de reforma agrária no Brasil sofrem sobreposição com projetos de mineração. Isso pode significar a perda de até 13,9 milhões de hectares — o equivalente a 19,1% da área total destinada à reforma agrária no país. A região Norte é a mais afetada, com 65% dos assentamentos impactados. O levantamento, divulgado dentro do Abril Vermelho, será publicado na íntegra em maio. O material traz dados inéditos e análises sobre os efeitos sobre a produção de alimentos, a permanência das famílias assentadas e a reorganização do uso da terra no país. Acesse o documento!

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Sindicato aciona MP contra documentário da Brasil Paralelo gravado em creche de SP

[Sinpro-Campinas] O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) acionou o Ministério Público contra a gravação de um documentário da produtora Brasil Paralelo dentro da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Patrícia Galvão, na região central da capital paulista. A produção defende que creches promovem “ideologia de gênero”, têm baixa qualidade e alta centralidade estatal. A filmagem foi autorizada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A iniciativa ocorreu após famílias de alunos realizarem, no sábado, 18/4, um ato em frente à unidade contra a produção. Pais e educadores organizaram uma aula pública e manifestação pacífica em defesa da escola. | Saiba mais.

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IA aprende misoginia e a reproduz como entretenimento

[Por DiraCom] As “novelas de frutas” feitas com IA viralizaram nas redes, mas por trás do humor e da estética infantilizada, tem coisa séria. Os vídeos misturam entretenimento com violência, relações abusivas e misoginia. Não é só “brincadeira da internet”. Quando algoritmos premiam esse tipo de conteúdo, a IA passa a reproduzir e amplificar padrões já conhecidos: machismo, estereótipos e normalização da violência contra mulheres, agora embalados como entretenimento leve e compartilhável. Se a inteligência artificial aprende com o que já existe, a pergunta é: quem está programando e lucrando com a misoginia digital? E é sempre necessário lembrar: Quando a IA viraliza misoginia e preconceito como entretenimento, o impacto vai além da tela e afeta a formação ética de quem assiste.

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Curso de História do Brasil presencial e virtual

Começa hoje, 4/5, a partir das 18 horas, o curso “História do Brasil sob Enfoque Crítico” com a participação do Prof. Roberto Amaral, advogado e ex-ministro de Ciência e Tecnologia e o deputado federal Reimont (PT-RJ), no auditório do Sindicato dos Engenheiros (Senge-RJ). Ainda dá tempo de se inscrever! O SENGE-RJ fica na Av. Rio Branco, 277/17º andar – Cinelândia. | Acesse o formulário.

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