Por Thiago de Mello
Fica decretado que, a partir deste instante, / haverá girassóis em todas as janelas, / que os girassóis terão direito / a abrir-se dentro da sombra; / e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, / abertas para o verde onde cresce a esperança. / Fica decretado que o homem / não precisará nunca mais / duvidar do homem. / Que o homem confiará no homem / como a palmeira confia no vento, / como o vento confia no ar, / como o ar confia no campo azul do céu. / Parágrafo único: O homem, confiará no homem. / como um menino confia em outro menino. [Thiago de Mello em “Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)”. Santiago do Chile, Abril de 1964]
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