Autor: Luisa Vieira

Na Maré, ameaça à saúde evidencia problemas negligenciados há décadas

[Por Amanda Soares, com supervisão de Claudia Santiago] Diana (23) é jovem, estuda, tem água potável em casa e saneamento básico. Tem um probleminha de rinite alérgica, que pra ela não incomoda muito. Mesmo estando fora do grupo de risco do Covid 19 (o novo Corona vírus, que até o fechamento desta matéria já contaminou mais de três mil e quinhentas pessoas), ela está em casa, fazendo isolamento voluntário. Ela e a mãe, 49 anos, professora da rede pública, estão em casa há oito dias. | Continue lendo.

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Moradores do Morro do Borel fazem quarentena

[Por Tatiana Lima] “É aquele negócio: não vai ser um na família ou apenas uma família que vai pegar, porque as pessoas vivem de fato em casa pequenas com muita aglomeração de pessoas. Quando alguém pegar, acabou. É o pobre que vai ser mais afetado. Não quero nem pensar quando chegar aqui. A gente da favela já é discriminado. Acho que com o coronavírus a gente pode ser mais criminalizado ainda”, afirma Maria Dalva, moradora do morro do Borel. | Continue lendo.

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Formiga trabalha para enfrentar os tempos de crise

[Por Ana Lúcia Vaz] No morro da Formiga o movimento não parou, mas reduziu muito. Uma parte da população foi liberada do trabalho e está em casa, aproveitando para fazer aquelas tarefas domésticas que ficam sempre adiadas por falta de tempo. Mas muita gente não foi liberada. São entregadores de jornal, trabalhadores em setores estratégicos, mas também domésticas que não forma dispensadas pelos patrões e trabalhadores informais que não têm como sobreviver se não trabalhar. “A gente sabe como são as relações trabalhistas: a galera que é o elo fraco da corrente é a que fica mais vulneráveis. São tratadas como peças da engrenagem que, se ficarem inutilizadas, vão ser substituídas”, lamenta André Leonardo. | Continue lendo.

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O dia a dia dos moradores da Ocupação Vito Giannotti

[Por Sheila Jacob] Além das periferias, as ocupações urbanas também levantam a preocupação quanto à possibilidade de manter as dicas de isolamento social e de higiene. Além disso, muitos moradores, que são trabalhadores informais, já estão sentindo no bolso as dificuldades desse momento. O “Diário da pandemia na periferia” conversou com Angela Cassiano, da Central de Movimentos Populares (CMP), e Genilson Xavier de Medeiros, do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Ambos são moradores da ocupação Vito Giannotti. A ocupação tem quatro anos e fica no bairro do Santo Cristo, zona portuária do Rio. Recebeu esse nome em homenagem ao metalúrgico e comunicador popular-sindical que é um dos fundadores do NPC. Além dos dois movimentos citados, a ocupação também é organizada pela União Nacional de Moradia Popular (UMP). | Continue lendo.

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