Autor: Luisa Vieira

Cineasta português vai se mudar para Canudos para filmar ‘Os Sertões’

[Por Iara Biderman/ Folhapress] O sertão que vira mar e os sertões que viram cinema foram tema da mesa que reuniu o professor e teórico de cinema Ismail Xavier e o cineasta português Miguel Gomes no sábado, 13 de julho, na tenda principal da Flip. Na ocasião, Miguel Gomes contou sobre o novo filme que vai fazer, baseado no livro “Os sertões”, de Euclides da Cunha, que o cineasta leu por acaso em um voo de Portugal para o Brasil. “É uma das prosas mais poderosas da língua portuguesa”, afirmou. Gomes, que vai se mudar por um tempo para Canudos, quer ser fiel ao texto a seu modo. “A mitologia do sertão é tão real quanto as pedras.” Ele não quis dar spoilers do novo filme, mas contou que terá cerca de duas horas. O título escolhido é “Selvageria”.

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“Este sistema não Vale!” será lema do Grito dos excluídos de 2019

O tema deste ano é uma referência aos crimes ambientais de Mariana e Brumadinho, cometidos pela mineradora Vale. Traz também uma reflexão sobre a busca do lucro em detrimento da vida e do meio ambiente. O ato será divido nas seguintes alas: direitos sociais, direitos humanos e segurança pública, meio ambiente e democracia. Participarão do Gritos dos Excluídos em várias cidades, movimentos sociais, sindicatos, pastorais e coletivos, principalmente os de juventude de periferia. As alas denunciarão não somente a falta de políticas públicas, mas também a violência contra população periférica, principalmente, jovens e negros; a violência contra a mulher; e fará defesa da democracia, ameaçada na atualidade por discurso de apologia a tortura. O “Grito dos excluídos” foi idealizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A primeira manifestação aconteceu em 1995. Ocorre ao longo da Semana da Pátria, para questionar o quão de fato somos um país liberto. Têm como objetivo denunciar as exclusões, os mecanismos e propor alternativas inclusivas.

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Vem aí o 4º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC)

O 4º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (4ENDC) será realizado em São Luís, capital do Maranhão, entre os dias 17 a 20 de outubro de 2019. O evento é organizado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e reúne ativistas, militantes, pesquisadores/as e trabalhadores/as para debater os principais temas da área de comunicações. Os temas são relacionados à liberdade de expressão, defesa de uma internet livre e aberta e de um sistema de mídia plural e diverso. Em breve, serão anunciadas informações sobre programação e abertura de inscrições! Fique atento ao www.fndc.org.br e também nas redes sociais! #4ENDC #CalarJamais #FNDC

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Dica de leitura

[Por Rubermária Sperandio] Filósofas, rebeldes, ativistas. Conheça a evolução do feminismo no contexto europeu e americano desde a antiguidade, que aborda o direito das mulheres ao voto, as ondas feminista e as personalidades como Olympe de Gouges, Sinome de Beauvoir, Audre Lorde e Angela Davis. Uma visão de um passado não tão distante de nós. A misoginia ainda persiste e se reforça na atualidade. E muitas práticas feministas repetem erros que já deviam ser superados pelo conhecimento. É preciso encontrar atalhos, não repetir caminhos. Leitura indispensável para quem quer ter uma visão geral para entrar no seu particular, tão globalizado, que é ser mulher em qualquer sociedade capitalista e patriarcal. Uma história em quadrinhos deliciosa!

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‘Privacidade hackeada’: documentário disponível na Netflix

No final de julho, a Netflix lançou o documentário “Privacidade Hackeada”. Ele parte dos escândalos protagonizados pelo Facebook em março do ano passado, quando a Cambridge Analytica coletou os dados de 87 milhões de usuários sem que fosse permitido. O filme aborda a coleta e a comercialização de dados íntimos que oferecemos quando usamos cartão de crédito, pesquisas na web e interações nas redes sociais. O filme mostra como essas informações, fornecidas pelos próprios usuários, tiveram papel decisivo na eleição de Donald Trump, nos EUA, e na votação do Brexit, no Reino Unido. Uma das entrevistadas é a jornalista Carole Cadwalladr, do jornal The Guardian e finalista do prêmio Pulitzer. Ela fez um trabalho de investigação de fôlego sobre o assunto. Outra personagem interessante é Brittany Kaiser, ex-funcionária da Cambridge Analytica que prestou diversos depoimentos, denunciando os crimes da empresa para a qual trabalhara. O filme é um pouco longo, mas vale a pena assistir.

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