Autor: Luisa Vieira

Surimã: O Rio do Veneno

SURIMÃ: O RIO DO VENENO foi exibido no Rio de Janeiro, na segunda, dia 18/2. O filme fala sobre os impactos sociais e ambientais da invasão das reservas indígenas e rios da Amazônia por grupos de garimpeiros, madeireiras, pescadores e caçadores ilegais; que influenciam, principalmente, a realidade dos povos isolados que vivem no Vale do Javari e Alto Solimões.

O FILME foi realizado pela plataforma Bombozila de cinema independente emco-produção com a Pedrada Filmes e Produção Executiva, da Chiappini Filmes. A direção e roteiro é de : Patrick Granja. Na equipe, estão Vito Eleguá, Marcelo Chalreo, Victor Ribeiro, Rafael Chacon e Káliman Chiappini. A trilha sonora é de : Tüküna Nawa Waik – Musicalidade Kanamari (CTI). O filme conta com o apoio institucional, entre outros da: Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ e do Cimi.

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Filme sobre Casaldáliga explica o combate atual à Igreja Católica progressista

Por Ed Wilson Araújo – Uma boa narrativa para entender as denúncias de espionagem contra religiosos da Igreja Católica é o filme “Descalço sobre a terra vermelha”. Baseado em fatos reais, o filme narra a saga do bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), Dom Pedro Casaldáliga. No auge da ditadura, em 1968, Casaldáliga enfrentava latifundiários, grileiros e jagunços que exterminavam lavradores e índios no Mato Grosso. O filme retrata uma terra sem lei nem justiça, onde a força bruta e a bala imperavam, com apoio do próprio sistema de segurança oficial. | Continue lendo.

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O advogado Paulo Fonteles completaria 70 anos na segunda-feira, 11 de fevereiro. Foi militante estudantil, preso político e o primeiro presidente da Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SPDDH). Pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) advogou para os camponeses do Sul do Pará. Paulo foi assassinado no dia 11 de junho de 1987.

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Por Elisa Lucinda

Nós negros nos acostumamos a ver os brancos, porque o foco da sociedade está todo neles. Mas essa mão não é dupla, tanto é que me confundem com Margareth Menezes, com Zezé Motta. Confundem Djavan com Milton Nascimento. É como se fosse um bloco, porque não [nos] veem. Você entra em um restaurante onde só tem branco, e não repara isso, não percebe que alguma coisa está errada. Se tem territorialidade, tem apartheid. Se eu sei onde encontrar preto e onde encontrar branco, tem apartheid.

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Por Daniela Lima, sobre a série/livro ‘O conto da aia’

“O conto da aia” nos coloca diante de um espelho capaz de aumentar a realidade, visto que as violências perpetradas contra mulheres em Gilead se aproximam das violências perpetradas contra mulheres hoje: mutilação genital, lesbofobia, exploração do sistema reprodutivo, estupro, feminicídio, entre outras. Talvez o assombro diante da série seja causado justamente pela criação de uma ultra-realidade que evidencia a violência naturalizada.

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