Autor: Luisa Vieira

Editorial do jornal O Globo mostra até onde vai a oposição a Bolsonaro

[Por Reginaldo Moraes] O editorial do jornal “O Globo” de 19 de fevereiro define os objetivos da oposição interna, isto é, das frações do bloco golpista que se sentem deslocadas com as estripulias da família buscapé. Eles querem mais previsibilidade para implantar as tais “indispensáveis reformas” com as quais pretendem esculhambar o país para facilitar a esfola. A receita não é enforcar o ex-capitão, é adequá-lo ao seu papel útil, o de fantoche que diverte o público. O jornal pede que ele se manque, desfile e deixe o governo para a experiência do “núcleo militar do governo”. As organizações Globo recentemente pediram perdão por ter apoiado a ditadura. Agora propõem uma reedição, revista e ampliada. Com o mesmo e tradicional alinhamento ianque.

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Ei, você, a Neflix tem ideologia, sabia?

[Por Sérgio Domingues] Em 13/02/2019, Ezequiel Rivero, pesquisador da Universidade Nacional de Córdoba, Argentina, publicou interessante artigo sobre a Netflix no portal Página/12. Segundo ele, a grande promoção de conteúdos como “Narcos”, “El Chapo” ou “O Mecanismo”, gerou suspeitas quanto à linha editorial adotada pela Netflix na América Latina. Um levantamento descobriu que dos 90 títulos de séries oferecidos para sete países da América Latina e Caribe, trinta abordam temáticas vinculadas com crime organizado, narcotráfico, corrupção política e violência social. Mas, diz Rivero, esses números são mais reveladores se levarmos em conta que são os conteúdos mais divulgados e com maior relevância ou visibilidade dentro do catálogo. | Continue lendo.

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O Facebook apoiou um candidato a Hitler nas Filipinas

[Por Sérgio Domingues] Rodrigo Duterte é uma espécie de Bolsonaro das Filipinas. Eleito presidente em 2016, afirmou durante sua campanha eleitoral:

Hitler massacrou três milhões de judeus. Há três milhões de viciados em drogas nas Filipinas. Eu ficaria feliz em massacrá-los.

Sua chegada ao poder é mais uma história suja envolvendo o Facebook, relatada no livro “Mídia antissocial: como o Facebook nos desconecta e enfraquece a democracia”, de Siva Vaidhyanathan.

Segundo Vaidhyanathan, em 2015, as Filipinas convidaram o Facebook a oferecer seu serviço “Free Basics”, que permite acessar suas páginas sem desconto no pacote de dados das operadoras. | Continue lendo.

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Concentração dos meios de comunicação é grande na AL, diz UNESCO

As normas para funcionamento dos meios de comunicação na América Latina e no caribe se fortaleceram. A ideia foi defendida pela Unesco em seu estudo “Tendencias mundiales en libertad de expresión y desarrollo de los medios: informe regional para América Latina y el Caribe 2017/2018” . O informativo trata do atual cenário de convergência digital e os riscos da concentração da propriedade para a liberdade de expressão. “Persiste a tendência à concentração da propriedade cruzada nos meios de comunicação”.

O estudo fala do maior acesso à Internet na região, especialmente através da banda larga, mas reconhece as enormes disparidades em função de nível econômico e localização. E diz que é visível o aumento do número de usuários das redes sociais, enquanto as empresas, tanto de radiodifusão como de imprensa estão migrando para plataformas digitais, e com dificuldades para sobreviver.

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Se a Reforma da Previdência é boa, por que a pressa?

A nossa pauta, a pauta dos trabalhadores, hoje, precisa ser uma só: Reforma da Previdência. É correr contra o tempo e explicar ponto por ponto o que essas mudanças, apresentadas ao Congresso Nacional pelo atual governo na última quarta, dia 21, significam; e que que consequências trarão para nossas vidas.

A mídia empresarial cumpre o seu papel. São páginas e páginas de jornais, programas de televisão e Internet para mostrar a sua versão do fato. É isso. Apenas uma versão. Mas, assim, como no caso das UPPs no Rio de Janeiro, nessas horas eles fecham posição e vão para cima para tentar fazer os trabalhadores se voltarem contra eles mesmos. É possível encontrar capas como esta de O DIA, ou a do Jornal do Brasil, no dia 21, que estampou a seguinte mensagem: “Reforma da Previdência: O sacrifício será dos mais pobres. Proposta exige mais de mulheres e trabalhadores do campo”. Mas são exceção.

A Comunicação dos trabalhadores tem que fazer o mesmo. De Norte a Sul, uma única voz: Não à Reforma da Previdência. | Confira mais links úteis.

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