Autor: Luisa Vieira

Barão de Itararé lança livro de Laurindo Leal

O professor Laurindo Lalo Leal, um dos maiores especialistas em mídia no Brasil, escreveu inúmeros artigos, entre 2010 e 2018, sobre o papel nocivo da imprensa hegemônica no país. Eles resultaram em um livro, que será publicado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé. Cotas estão sendo vendidas antecipadamente pelo valor unitário é de R$ 30. As entidades que adquirirem uma terão seu nome registrado no livro.

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A URSAL e a grandeza da América Latina

[Por Claudia Santiago] Um pergunta sem sentido de um dos candidatos à presidência da República no debate promovido pela Band TV na quinta, dia 9/8, sobre a existência de uma organização latino-americana chamada Ursal uniu por alguns momentos, ou dias, vai lá, a esquerda no Brasil. Uniu pelo menos aquele que sabem o quanto essa parte do mundo foi sangrada e quer a sua libertação e autodeterminação. Esses que conhecem a história da América Latina e sabem a força que têm juntos esses países do globo. Sabem também que por aqui tem muita riqueza mineral, muita água, nióbio e muito verde. Uma pátria grande e soberana, com um povo livre virou “realidade” através da vontade de muitos que ainda acreditam em futuro bom para a humanidade, sem exploradores e explorados. Foi um festival de criatividade. Em três dias a Ursal já tinha hino, orquestra sinfônica, presidente, camiseta, broches e tudo o que os revolucionários sabem fazer. Há muito não se via uma bolha da internet borbulhar tanto.

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“Só não levaram minhas fotos. Mamãe e papai sumiram com elas”

[Por Aluisio Palmar] Eu não tenho fotos da adolescência e juventude. As que eu tinha, meu pai e minha mãe deram sumiço. Tudo começou quando os agentes da polícia política começaram a me buscar em janeiro de 1969, por ocasião da queda de uma célula dos Comandos de Libertação Nacional – Colina, em Niterói.

Meu nome apareceu e desde então volta e meia os belequins da ditadura batiam na casa da família, ameaçavam meus irmãos e pressionavam minha mãe e meu pai.

Levaram meus livros, um álbum lindo com imagens da Tchecoslováquia e até um disco com músicas de Sérgio Ricardo. Só não levaram minhas fotos. Mamãe e papai sumiram com elas.

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Por Rebecca Solnit

“(…) Os homens que explicam tudo para mim continuam presumindo que eu sou, numa espécie de metáfora uterina obscena, um recipiente vazio pronto para ser preenchido com a sabedoria e o conhecimento deles. Um freudiano diria saber o que é que eles têm e eu não tenho; mas a inteligência não se localiza no meio das pernas”. [No livro “Os homens explicam tudo para mim”]

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