Autor: Luisa Vieira

Jornalismo no Maranhão! Em abril, no ar, a Agência Tambor!  

Está sendo lançada, no Maranhão, a Agência Tambor, uma plataforma de comunicação livre, popular e comunitária. É uma central de produção de conteúdo jornalístico, disponível no site www.agenciatambor.net.br e transmitido diariamente pela Rádio Web Tambor. Trata-se de uma iniciativa onde a Abraço está diretamente articulada, juntamente com outras organizações, como o Jornal Vias de Fato e o Sindicato dos Bancários do Maranhão. Sobre a Agência Tambor, a jornalista e historiadora Claudia Santiago, do NPC, se mostra confiante. “Acho fundamental essa articulação entre jornalismo alternativo, movimento sindical e rádios comunitárias. É um dos caminhos para se pensar a necessária democratização da comunicação”, pontuou. Claudia afirma que experiências como a Tambor são importantes para a construção da teia nacional de comunicação popular. “O que nós queremos é criar uma rede de solidariedade. E esse processo precisa acontecer também num nível regional. E vejo o Maranhão, com todas suas peculiaridades, muito importante nesse processo”, reiterou.

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CPT divulga nota sobre a prisão do Padre Amaro Lopes, sucessor de Dorothy Stang    

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nota “O avanço da criminalização não vai parar nossa missão”. O documento trata da prisão do Padre José Amaro Lopes de Sousa, em Anapu (PA). Ele faz parte da equipe pastoral da Prelazia do Xingu, e da equipe da CPT, à qual pertencia a Irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005, na luta pelo direito à terra para os que dela precisavam e na defesa de uma convivência harmoniosa com a natureza. Segundo a CPT, “a prisão do Pe. Amaro é uma medida que vem satisfazer a sanha dos latifundiários da região que pretendem de toda forma destruir o trabalho realizado pela CPT, e desmoralizar os que lutam ao lado dos pequenos para ver garantidos os seus direitos. E se enquadra no contexto do cenário nacional em que os ruralistas ditam os rumos da política brasileira”. | Leia a nota completa.

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Narramos para resistir: filme sobre chacina da Baixada é lançado no Rio  

[Texto e fotos por Claudia Santiago/NPC] Na última terça, dia 27 de março, o Cine Odeon, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, foi palco da pré-estreia do documentário Nossos Mortos Têm Voz. O filme conta a história de uma chacina que aconteceu no dia 31 de março de 2005. Policiais do Estado do Rio de Janeiro assassinaram 29 pessoas, em Queimados e Nova Iguaçu. A barbárie entrou para a história do estado como a “Chacina da Baixada”. Assisti ao filme sentada entre Débora Silva Maria e Maria Dalva Correia da Silva. Ambas vítimas da violência que matou seus filhos. Não sei por que acabei ficando entre as duas. Quando vi estava lá. Talvez seja um desses mistérios da vida que nos dizem coisas que precisamos saber. Obviamente meu compromisso com essa luta aumenta. | Continue lendo.

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Mais uma chacina: cinco jovens são assassinados em Maricá (RJ)  

Na madrugada de sábado para domingo (25), cinco jovens foram mortos a tiros em Maricá (RJ). Os corpos foram encontrados no conjunto habitacional Carlos Marighella, do programa Minha Casa, Minha Vida, em Itaipuaçu. As vítimas são Sávio de Oliveira, de 20 anos; Matheus Bittencourt, de 18, Marco Jhonata, de 17, Matheus Baraúna, de 16, além de um outro rapaz identificado como Patrick da Silva Diniz. Segundo testemunhas, os cinco meninos foram surpreendidos por homens armados no momento em que estavam na área de convivência do conjunto habitacional.O crime chocou defensores de direitos humanos do país inteiro. Eram jovens comprometidos com a cultura popular. Eles davam aulas de hip hop para crianças de oito a dez anos, perto de onde foram executados. Sobre o assunto, escreveu o professor Victor Barreto, aluno do curso de comunicação popular do NPC: “Eram jovens envolvidos na produção de espaços de cultura popular, no caso o hip hop, que se desenvolve imbricado no seio da própria cidade e manifestada através de marcas urbanas, como são as rodas de rap na rua e graffiti nos muros, por exemplo. Diferente da proposta de muito MCMV por aí, esses jovens estavam ajudando a construir uma cidade melhor, já que construir casa não é o mesmo que construir cidade, jogando as pessoas para áreas desestruturadas ou carentes de transporte, comércio, do seu local de trabalho e outros serviços urbanos básicos”.

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