Autor: Luisa Vieira

Estratégia leviana do jornal ‘O Globo’

[Por Leandro Uchoas/Publicado no Facebook] A capa do jornal “O Globo” de hoje (segunda, 19 de março) confirma a estratégia da maior corporação midiática brasileira de utilizar o atentado político contra Marielle e o PSOL para fazer propaganda da Intervenção. O jornal coloca, lado a lado, uma foto da manifestação por Marielle e um texto sobre o aumento de recursos para a Intervenção Militar. A estratégia é leviana principalmente porque Marielle e o PSOL foram contra a Intervenção desde o início. | Continue lendo.

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Manipulam nossa percepção para controlar nosso comportamento

[Por Reginaldo Moraes-NPC] A rede Globo tenta fazer com a morte de Marielle Franco aquilo que fez, com sucesso, em 2013: capturar uma manifestação de esquerda, injetar energia de direita e redirecionar tudo para o roteiro que havia escolhido. Em 2013, foi muito bem sucedida. Uma semana de manifestações de esquerda viraram gigantescas manifestações ultraconservadoras, com direito a espancamento de gente de esquerda ou gente que simplesmente se enganou e saiu com uma camisa vermelha. Muitos de nós não viram isso na ocasião e, pior, alguns continuam não vendo. Pagamos o preço. Muitos também não viram ou não quiseram ver que havia um golpe em andamento. Negaram até o último momento, depois se “conformaram” com o fato aparente de se tratar “apenas” da retirada de uma presidenta.
Agora temos esse assassinato. Para alguns causa revolta e para outros provoca terror.
(…)
Só nestes últimos meses foram assassinados quase trinta ativistas de movimentos sociais. Muitos, como Márcio do MST na Bahia, ou Marielle do PSOL, no Rio. E outros vinte e tantos. E o ano mal começou. Não é acaso, é parte do processo de “higienização” do golpe. E parte de sua estratégia de meter medo e acostumar ao silêncio. Se isso pega, começar a criar liga e confiança no direitismo difuso e desorganizado que hoje se manifesta em mensagens caluniosas atacando a reputação de Marielle. Mas amanhã pode ser transformar em grupo organizado para fazer pior. Se não enxergamos isso, vamos ser engolidos, fatia por fatia, porque essa é a famosa estratégia hitlerista: cortar os inimigos feito salame. O assassinato de Marielle foi mais do que um atentado contra uma vereadora do Psol, uma militante negra, favelada e lésbica, tudo o que os conservadores odeiam. Foi tudo isso – e foi uma mensagem clara: calem a boca, vocês todos. | Leia o texto completo.

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Sobre a Marcha na Maré

[Por Maré Vive/Facebook] O ato ainda ecoa. Pessoas de diversas partes do Rio e do Grande Rio estiveram presentes e as favelas foram muito bem representadas pelo Complexo do Alemão, da Penha, Juramento, Borel, Rocinha, CDD, Prazeres, Manguinhos, Jacaré, Acari, Antares, Vila Kennedy e muitas, muitas outras.

Não foi lindo. Foi luta! Não teve heineken e nem cracudinha. Foi seco, tipo uma marcha no deserto de concreto.

Renascemos. Cão pra trás. Nenhum passo atrás. Mãos pro alto! Punho cerrado, cara fechada. Marielle esteve presente a cada passo, cada abraço, cada lágrima. Dentro de cada um de nós…

Se a cidade fosse nossa, a Marielle tava viva! Essa frase rasgou a multidão em um momento de silêncio seguida do arrepiante “Respeitem a nossa dor! Respeitem a nossa dor!” vindos do carro de som, conduzido por mulheres negras e faveladas, que tavam lá atrás peitando os condutores e seus veículos que queriam passar por cima (literalmente) dos manifestantes. | Continue lendo.

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Doria: lixo da história

[Por Rosângela Ribeiro Gil] Covardia de governantes que não são governantes, muito menos pessoas que devem ser honradas ou admiradas. Lixo. São apenas lixo da história. São apenas lixo da raça humana. É assim que podemos classificar o prefeito João Doria e o governador Alckmin, ambos do PSDB, quando “patrocinaram” um massacre contra servidores públicos municipais de São Paulo, na tarde de quarta-feira (14/03).

Professores em um movimento pacífico, em frente à Câmara Municipal, foram barbaramente reprimidos por batalhão do Choque da Polícia Militar; as agressões começaram pela Guarda Civil Municipal. Dezenas de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo e de pimenta, além de investirem de cassetetes contra homens e mulheres. | Continue lendo.

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