Autor: Luisa Vieira

O olhar feminista nas HQs curitibanas    

[Por Porem.net] O olhar feminista nas histórias em quadrinhos (HQs) e o cotidiano de ilustradoras, chargistas, roteiristas e cartunistas foram destaques na programação da Gibiteca de Curitiba em comemoração ao Dia Nacional do Quadrinho (30 de janeiro). Para isso, o espaço – que funciona desde 1982 e é ponto de encontro de amantes das HQs – reuniu sete quadrinistas curitibanas de diferentes gerações. Elas falaram de seus trabalhos em um ramo majoritariamente masculino e ainda hostil às mulheres, e do machismo que permeia o “universo Nerd”, que engloba quadrinhos, séries, filmes e jogos. | Saiba mais.

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Dirigente do MST na Bahia é assassinado em casa

Na quinta-feira, 24 de janeiro, o militante Márcio Matos, dirigente do MST, foi assassinado em sua própria casa, no assentamento Boa Sorte, em Iramaia, na região da Chapada Diamantina. Ele era uma referência política na luta pela terra no Estado da Bahia. Em nota, a Direção Estadual do MST lembrou que a “morte do companheiro se soma a um triste cenário nacional de violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo”. O texto lembra que, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra, 2017 foi um ano sangrento para os povos da terra, das águas e das florestas. “Este é um momento de luto, mas também de luta. Por isso, exigimos que a Justiça inicie imediatamente as investigações sobre o assassinato de Márcio. Não permitiremos que essa morte passe impune e daremos continuidade à luta popular travada por ele nas diversas trincheiras”, consta no documento.

O fotógrafo Ailton Fernandes registrou o velório do militante para o coletivo Terra Sem Males. | Clique aqui e confira as fotos.

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Filme ‘The Post: a guerra secreta’

[Por Sheila Jacob e Tatiana Lima] O novo longa de Steven Spielberg muito interessa a comunicadores e a apaixonados pela história do jornalismo em geral. Ele trata da decisão da dona do “Washington Post”, Kay Graham, de divulgar documentos secretos referentes à Guerra do Vietnã (1955-1975). Ao adotar essa postura, o jornal estaria dando continuidade à visibilidade dos “Papéis do Pentágono” iniciada pelo “New York Times”. Apesar de proibida por lei, a divulgação dos documentos permitiu que a população norte-americana ficasse sabendo que diversos presidentes dos EUA sabiam da impossibilidade de vencer a guerra. Mesmo assim, eles continuaram enviando soldados, com a justificativa de estar “combatendo o comunismo”. O longa é uma aula de bom jornalismo, história, política e mundo. É obrigatório em tempos de notícias falsas e manchetes sensacionalistas. Em tempo de mudança de algoritmos na rede Facebook para privilegiar publicações de gatinhos, passarinhos, memes e a foto da festa da família em vez de notícias. E em tempo da necessidade cada vez maior de checagem de dados para se acreditar em uma simples informação. Ainda nos faz pensar sobre produção de informação jornalística a partir do uso de dados concretos ao invés de mera repercussão de aspas. Assistir “The Post: A Guerra Secreta” é como ler um bom jornal com todas as editorias abertas na tela de cinema. E ainda: com os bastidores do fechamento de uma edição de brinde.

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Livro ‘A literatura como arquivo da ditadura brasileira’

O livro da pesquisadora Eurídice Figueiredo trata do período da ditadura brasileira a partir da análise de um vasto conjunto de textos, dentre os quais relatos jornalísticos, narrativas de testemunho e textos literários. As obras analisadas foram produzidas desde os anos de 1970 até os dias atuais. Tortura, exílio, guerrilha do Araguaia, Operação Condor e desaparecimento são alguns dos temas abordados. Um grande destaque é o romance “K: o relato de uma busca”, escrito por Bernardo Kucinski e muito indicado pela equipe do NPC. “Diferentemente dos arquivos, papéis de difícil acesso e legibilidade, a literatura, ao privilegiar as subjetividades, desvela melhor que qualquer livro de História ou arquivo, os sofrimentos por que passaram inúmeras pessoas”, afirmou Eurídice em entrevista ao Suplemento Pernambucano. Além de tratar desse período histórico através da ficção produzida sobre ele, ao final do livro há ainda um longo depoimento da professora da UFF sobre o seu exílio.

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