Autor: Luisa Vieira

“Todas as ditaduras do século 20 foram jurídicas”: Entrevista especial com Maria Luiza Quaresma Tonelli

[Por IHU On-Line] Com clareza e objetividade, a advogada e doutora em Filosofia Maria Luiza Quaresma Tonelli afirma que o grande desafio das modernas democracias constitucionais é saber como se tornar uma democracia representativa aberta à participação popular, “sem que a ação do povo através de movimentos sociais, populares, estudantis ou mesmo de entidades civis representativas não sejam criminalizadas quando, em situações de conflitos, eventualmente excederem os limites do Estado de Direito”. Ela apresenta a fórmula: o aprimoramento das práticas democráticas. Isso evitaria que se transferisse a credibilidade e a responsabilidade da política para outras instituições, como o Judiciário. “É necessário que não se confunda Estado de Direito com democracia. Afinal, todas as ditaduras do século 20 foram jurídicas, tendo um Poder Judiciário validando toda espécie de arbítrios praticados pelo Estado”, garante. | Confira a entrevista completa.

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“Je suis Cajazeiras”

[Por Sônia Meneses/ Jornal O Povo] No dia 7 de janeiro de 2015, dois atiradores, Saïd e Chérif Kouachi, mataram 12 pessoas em Paris, incluindo parte da equipe do jornal Charlie Hebdo. Aquele atentado foi considerado um dos piores que Paris havia presenciado e, imediatamente, uma gigantesca comoção mundial se fez. O clamor, a dor, a indignação tomou conta das redes sociais. No último sábado, um grupo armado metralhou um clube pobre da periferia da capital cearense, Fortaleza, e muito pouco se falou. Os mortos foram adolescentes, mulheres, alguns trabalhadores autônomos num forró. Ninguém mudou o perfil, tão pouco, empunhou algum slogan dizendo, “Je suis Cajazeiras”, “Je suis Fortaleza”… | Continue lendo.

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Coletivo Favela em Foco lança campanha para participar do Fórum Social Mundial    

O Favela em Foco é um coletivo de comunicação popular que, desde 2009, utiliza a fotografia como ferramenta de luta por direitos. O grupo tem divulgado imagens e documentos contra remoções forçadas e violência policial. Para poder participar do Fórum Social Mundial, que será realizado de 13 a 17 de março em Salvador (BA), a equipe abriu uma campanha de financiamento coletivo pela internet. A meta de R$ 6.000,00 é para garantir a presença de 3 participantes, com o custeio de passagens, estadia e alimentação. Para saber mais e colaborar, basta acessar aqui.

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Coletivo Abraço realiza oficina de radiojornalismo em Barra do Corda (MA)

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) no Maranhão promoveu uma oficina de radiojornalismo nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro, na cidade de Barra do Corda. O evento é destinado aos comunicadores da região.

Durante a oficina foram ministrados conteúdos teóricos e práticos sobre redação da notícia, reportagem e atividade prática com a produção de um radiojornal. “O objetivo da oficina é estimular nos comunicadores o interesse pelo jornalismo nas emissoras comunitárias e fomentar a criação de uma rede de radialistas que possam produzir conteúdo educativo-cultural”, explica o professor da Ufma e presidente da Abraço Maranhão, Ed Wilson Araujo.

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Ciao, querido Caó!

[Revista Raça] Morre em 04/02/2018, no Rio o jornalista e ex-deputado constituinte Carlos Alberto Caó de Oliveira. Foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e posteriormente alinhou-se a Leonel Brizola, sendo um dos seus mais fiéis colaboradores. Também foi um dos grandes militantes do Movimento Negro Brasileiro, na luta contra o racismo.

Caó era baiano, jornalista e advogado, mas desenvolveu toda sua carreira política no Rio. Foi o autor da Emenda Constitucional, (Artigo 5°) em 88, na Constituinte, que transformou o racismo em crime inafiançável. Lei aliás, mais do que necessária para o Brasil atual.

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