Autor: Luisa Vieira

Sobre a Marcha na Maré

[Por Maré Vive/Facebook] O ato ainda ecoa. Pessoas de diversas partes do Rio e do Grande Rio estiveram presentes e as favelas foram muito bem representadas pelo Complexo do Alemão, da Penha, Juramento, Borel, Rocinha, CDD, Prazeres, Manguinhos, Jacaré, Acari, Antares, Vila Kennedy e muitas, muitas outras.

Não foi lindo. Foi luta! Não teve heineken e nem cracudinha. Foi seco, tipo uma marcha no deserto de concreto.

Renascemos. Cão pra trás. Nenhum passo atrás. Mãos pro alto! Punho cerrado, cara fechada. Marielle esteve presente a cada passo, cada abraço, cada lágrima. Dentro de cada um de nós…

Se a cidade fosse nossa, a Marielle tava viva! Essa frase rasgou a multidão em um momento de silêncio seguida do arrepiante “Respeitem a nossa dor! Respeitem a nossa dor!” vindos do carro de som, conduzido por mulheres negras e faveladas, que tavam lá atrás peitando os condutores e seus veículos que queriam passar por cima (literalmente) dos manifestantes. | Continue lendo.

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Doria: lixo da história

[Por Rosângela Ribeiro Gil] Covardia de governantes que não são governantes, muito menos pessoas que devem ser honradas ou admiradas. Lixo. São apenas lixo da história. São apenas lixo da raça humana. É assim que podemos classificar o prefeito João Doria e o governador Alckmin, ambos do PSDB, quando “patrocinaram” um massacre contra servidores públicos municipais de São Paulo, na tarde de quarta-feira (14/03).

Professores em um movimento pacífico, em frente à Câmara Municipal, foram barbaramente reprimidos por batalhão do Choque da Polícia Militar; as agressões começaram pela Guarda Civil Municipal. Dezenas de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo e de pimenta, além de investirem de cassetetes contra homens e mulheres. | Continue lendo.

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Documentário ‘Soldados do Araguaia’ chega aos cinemas

Na próxima quinta-feira, 22 de março, estreia, nos cinemas do país, o documentário “Soldados do Araguaia”. Esse é o novo filme de Belisário Franca, o mesmo diretor de “Menino 23”. Soldados do Araguaia é um documentário que se propõe a dar voz às memórias e traumas de recrutas de baixa patente do Exército Brasileiro que combateram na Guerrilha do Araguaia. Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha comunista, os relatos dos ex-soldados compõem uma narrativa em que recrutas e guerrilheiros se confundem debaixo da opressão militar. Clique aqui e confira o trailer.

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“Dominação e resistência”, novo livro de Luis Felipe Miguel

A obra, lançada pela editora Boitempo, apresenta uma discussão sobre o sentido da democracia e sua relação com os padrões de dominação presentes na sociedade. A ordem democrática liberal não pode ser entendida como a efetiva realização dos valores que promete. Isso porque a igualdade entre os cidadãos, a possibilidade de influenciar as decisões coletivas e a capacidade de desfrutar de direitos são sensíveis às múltiplas desigualdades e diferenças que existem na sociedade. Porém, tampouco pode ser lida segundo a crítica convencional às “liberdades formais” e à “democracia burguesa”, que a apresenta como mera fachada desprovida de qualquer sentido real. Assim, a democracia não é um ponto de chegada. É um momento de conflito entre aqueles que desejam domá-la, tornando-a compatível com uma reprodução das diferenças sociais, e quem, ao contrário, pretende usá-la para avançar no combate às desigualdades. Portanto, o conflito na democracia é um conflito também sobre o sentido da democracia. Isto é, sobre o quanto ela pode se realizar no mundo real como projeto emancipatório e o quanto as instituições vigentes contribuem para promovê-la ou para refreá-la.

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