Jornalista popular protesta contra cobertura de jornal
[Por Claudia Santiago Giannotti] No dia 21 de janeiro, às 11h35 da manhã pelo horário de Brasília, a jornalista Gizele Martins mostrou através de uma rede social sua indignação com a capa do jornal carioca “Meia Hora”. “O que esses jornalistas estão pensando? Isso é criminalização da pobreza… queremos respostas sobre essa reportagem racista. Nós vamos cobrar, Meia Hora. Isso é uma tamanha irresponsabilidade. Vcs são racistas.”, desabafou. Sem saber, Gizele estava dando o ponta pé em uma campanha de indignação contra a edição do jornal. Pessoas começaram a fazer capas com imagens da zona sul e da Barra da Tijuca com manchetes como “Pedalinhos suspeitos na Lagoa” e “Piscinas suspeitas na Barra”. Não satisfeitos criaram um evento na mesma rede social. Até o cair da noite desta segunda-feira, dia 22, duas mil pessoas já haviam confirmado presença em um ato contra a criminalização da favela, no próximo domingo, dia 28, das 11 às 18h, em frente ao jornal Meia Hora, que fica na Rua dos Inválidos, nº 198, na Lapa.
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