Autor: Luisa Vieira

Filme ‘The Post: a guerra secreta’

[Por Sheila Jacob e Tatiana Lima] O novo longa de Steven Spielberg muito interessa a comunicadores e a apaixonados pela história do jornalismo em geral. Ele trata da decisão da dona do “Washington Post”, Kay Graham, de divulgar documentos secretos referentes à Guerra do Vietnã (1955-1975). Ao adotar essa postura, o jornal estaria dando continuidade à visibilidade dos “Papéis do Pentágono” iniciada pelo “New York Times”. Apesar de proibida por lei, a divulgação dos documentos permitiu que a população norte-americana ficasse sabendo que diversos presidentes dos EUA sabiam da impossibilidade de vencer a guerra. Mesmo assim, eles continuaram enviando soldados, com a justificativa de estar “combatendo o comunismo”. O longa é uma aula de bom jornalismo, história, política e mundo. É obrigatório em tempos de notícias falsas e manchetes sensacionalistas. Em tempo de mudança de algoritmos na rede Facebook para privilegiar publicações de gatinhos, passarinhos, memes e a foto da festa da família em vez de notícias. E em tempo da necessidade cada vez maior de checagem de dados para se acreditar em uma simples informação. Ainda nos faz pensar sobre produção de informação jornalística a partir do uso de dados concretos ao invés de mera repercussão de aspas. Assistir “The Post: A Guerra Secreta” é como ler um bom jornal com todas as editorias abertas na tela de cinema. E ainda: com os bastidores do fechamento de uma edição de brinde.

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Livro ‘A literatura como arquivo da ditadura brasileira’

O livro da pesquisadora Eurídice Figueiredo trata do período da ditadura brasileira a partir da análise de um vasto conjunto de textos, dentre os quais relatos jornalísticos, narrativas de testemunho e textos literários. As obras analisadas foram produzidas desde os anos de 1970 até os dias atuais. Tortura, exílio, guerrilha do Araguaia, Operação Condor e desaparecimento são alguns dos temas abordados. Um grande destaque é o romance “K: o relato de uma busca”, escrito por Bernardo Kucinski e muito indicado pela equipe do NPC. “Diferentemente dos arquivos, papéis de difícil acesso e legibilidade, a literatura, ao privilegiar as subjetividades, desvela melhor que qualquer livro de História ou arquivo, os sofrimentos por que passaram inúmeras pessoas”, afirmou Eurídice em entrevista ao Suplemento Pernambucano. Além de tratar desse período histórico através da ficção produzida sobre ele, ao final do livro há ainda um longo depoimento da professora da UFF sobre o seu exílio.

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Por Carolina Maria de Jesus, em ‘O quarto de despejo’

“Eu deixei o leito às 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas misérias que nos rodeia. (…) Deixei o leito para escrever. Enquanto escrevo vou pensando que resido num castelo cor de ouro que reluz na luz do sol. Que as janelas são de prata e as luzes de brilhantes. Que a minha vista circula no jardim e eu contemplo as flores de todas as qualidades. (…) É preciso criar este ambiente de fantasia, para esquecer que estou na favela.

Fiz o café e fui carregar água. Olhei o céu, a estrela Dalva já estava no céu. Como é horrível pisar na lama.

As horas que sou feliz é quando estou residindo nos castelos imaginários.”

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Cursos do NPC

Está aberta a temporada dos cursos volantes do NPC. Em 2018 serão oferecidos cursos de Comunicação Sindical, Comunicação Popular, Redação na imprensa sindical, Oratória para Mulheres, História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil e no Mundo e Mídias Digitais. Informações com Lidiane pelo telefone (21) 2220-5618 // 2220-46-23 // npiratininga@piratininga.org.br .

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