Autor: Luisa Vieira

Do manual do ativista escaldado – Parte 4

[Por Reginaldo Moraes] Gutenberg inventou a imprensa em 1450… Ou melhor, a prensa. Em seu primeiro ano de produção entregou uns 200 exemplares da Bíblia. Antes dele, um monge levava um ano para entregar um exemplar – copiado à mão. Em 1500 já havia milhões e milhões de livros circulando pela Europa, graças à engenhoca do “Guto”. Assombroso, não é? Mas era só o começo.

Uns trezentos anos depois, veio o telégrafo. A palavra viajava mais rápido, gerava a imprensa de negócios, a especulação em tempo quase real. No começo do século XX, o rádio, mensagem transmitida, aí, sim, em tempo real, a léguas do emissor. E para a mensagem do rádio nem era preciso saber ler. Ouvir o noticiário do rádio – emitido em algum lugar distante – podia substituir o jornal impresso local. Apenas vinte anos depois do rádio surgiu a TV. São Mateus adaptado: olhos de ver, ouvidos de ouvir. Na terra da TV, entre os primeiros que entenderam o potencial da coisa estavam… os pastores. Jeová surfava nas ondas de rádio e na telinha. | Continue lendo.

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Manual de diversidade no jornalismo

[Por Énois/Observatório da Imprensa] A imprensa no Brasil nasceu das mãos de D. João VI para registrar o que acontecia na colônia e, desde então, continuou nas mãos de quem tinha mais poder aquisitivo. E isso rende problemas até hoje, como a falta de diversidade nas redações, no público-alvo, nos processos seletivos, na chefia, nas fontes procuradas e até mesmo na linguagem utilizada para falar de tudo isso.

Esse manual é um guia aberto e não definitivo para uma prática jornalística mais consciente. Ele foi criado de maneira colaborativa por um grupo de jornalistas do centro e das periferias num debate sobre como ocupar a imprensa tradicional com pautas mais diversas. Tudo isso para que as redações reflitam sobre a diversidade de pontos de vista que existem no nosso país. E, se o jornalismo quer falar sobre o mundo real, nada melhor do que colocar o mundo real para dentro da imprensa. | Acesse o manual completo aqui.

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‘Cadernos do Terceiro Mundo’ em breve poderão ser conferidos online  

Está começando a ser disponibilizada a versão digital da revista “Cadernos do Terceiro Mundo”. A publicação foi fundada em 1974 por Beatriz Bissio, Neiva Moreira e Pablo Piacentini em Buenos Aires. O objetivo era cobrir notícias relacionadas aos países da África, América Latina, Ásia e Oriente Médio, na época conhecidos como “Terceiro Mundo”. A revista circulou até 2006. Entre as personalidades históricas entrevistadas estão Nelson Mandela, Fidel Castro, Mercedes Sosa, Agostinho Neto, Samora e Graça Machel, Rigoberta Menchú, Eduardo Galeano e Mário Benedetti. Uma das matérias já disponíveis para leitura, é a “Explosão de alegria”, referente à independência de Angola. Em breve as outras poderão ser conferidas também. | Confira!

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A revolução francesa e a imprensa. O que mudou?

[Por Claudia Santiago Giannotti] A Queda da Bastilha, em 14 de julho, é o símbolo do fim do antigo regime na França de 1889, e da própria Revolução Francesa. Ela é também o símbolo de um período de grande proliferação de jornais. Nesse momento os gráficos deixam de ter a exclusividade na produção da imprensa Na França de antes da Revolução havia um único jornal diário, enquanto na França revolucionária multiplicaram-se os jornais através dos quais “se manifestou a luta revolucionária pela legitimidade política ou pela conquista da opinião pública”. Os mais bem sucedidos tinham tiragens entre dez e 12 mil exemplares diários. [Graco Babeuf – Molon – 2002]

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