A inclusão digital no Brasil serve ao consumo e não à cidadania
[Por Marina Pita – Intervozes] Uma das belezas de a Rede Mundial de Computadores (World Wide Web) ter se consolidado em tão poucos anos é que seu criador, Tim Berners-Lee, segue vivo e trabalhando para que a internet alcance seu potencial transformador.
Berners-Lee está vivo, tem 61 anos e tem deixado bem registrado o que pensa sobre as mudanças de orientação da rede. Entre as características que ele defende é que a Web deve permanecer aberta. Mas, infelizmente, essa é uma batalha que ele – e nós – estamos perdendo para interesses corporativos e ausência de um Estado eficaz em defender os interesses de grande parte da população.
O que Berners-Lee fez, em 1989, foi juntar a ideia de hipertexto com as ideias de Protocolo de Controle de Transmissão e Sistema de Domínios e Nomes e daí nasceu a Web, uma rede, uma teia, em que os assuntos vão se interligando, criando os mais diversos percursos de conhecimento possíveis. Infinitos.
Esta Web já não é realidade para muitas pessoas. Para boa parte do mundo “em desenvolvimento”, a internet é o Facebook, conforme aponta pesquisa, e isso não está acontecendo simplesmente apenas porque as pessoas são tragadas para o “livro das caras”, mas como resultado de uma escolha política e que deve se acentuar ainda mais no próximo período. Leia o artigo completo.