Autor: Luisa Vieira

Rita Freire: intervenções na EBC representam ataque à estrutura democrática e plural de comunicação

[Por Rosângela Ribeiro Gil] A presidente do Conselho Curador da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Rita Freire, foi eleita em novembro de 2015 para um mandato que terminava em 2017. Ela, no entanto, foi cassada por Michel Temer, tão logo este assumiu a Presidência da República após Dilma Rousseff ser afastada do mandato para o qual foi eleita. Nesta entrevista especial ao Boletim NPC, ela mostra como a sociedade brasileira está sendo prejudicada com o desmonte da comunicação pública. “Numa canetada só, ele [o governo] comete um crime contra a sociedade brasileira, desmontando toda uma estrutura democrática e plural de comunicação”, indigna-se Freire. Para ela, tais ataques significam que a sociedade perdeu a voz e está sob censura. | Leia o texto completo.

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Foi lançada a campanha Mídia Sem Violações de Direitos

Nesta semana, houve, em Brasília, o lançamento da campanha nacional Mídia Sem Violações de Direitos. O projeto consiste basicamente em uma plataforma de denúncias de programas de rádio e TV que violem direitos. Uma análise feita anteriormente constatou diversas narrativas que iam contra leis nacionais e tratados internacionais. Além desse mapeamento crítico da mídia, a iniciativa tem como objetivo denunciar, para a sociedade, o impacto negativo de tais produções e pressionar para que haja uma real fiscalização. Para a produção de um Ranking Nacional de Violações de Direitos Humanos na TV aberta, é importante a participação do maior número possível de pessoas. Essa é uma realização do Intervozes em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo. Veja o site do projeto!

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Por Marcio Castilho, palestrante do 22º Curso Anual do NPC

[Facebook – 14.09.16] Acompanhando essa repercussão da Globo em torno do espetáculo de clichês e frases feitas, com o power point de bolinhas do MPF sobre o Lula, lembrei de um diálogo do filme “O monstro na primeira página” (Sbatti il mostro in prima pagina, 1972), de Marco Bellochio. A obra mostra como um jornal de direita “Il Gionarle”, um dos mais influentes da Itália, manipula a opinião pública para atribuir o assassinato de uma menina rica na periferia de Milão a um jovem militante de esquerda. No diálogo, o editor-chefe inescrupuloso fala para um jovem repórter que questiona a postura antiética do chefe:

“Você vê o jornalista como um observador imparcial?

E eu lhe digo que esses observadores imparciais me dão pena.

Temos que ser protagonistas e não observadores. Estamos em guerra!”

As primeiras páginas do Il Gionarle não buscavam a solução do crime, mas uma cortina de fumaça para favorecer os candidatos da direita fascista nas eleições que se aproximavam. Precisavam de um “monstro”. Ele (“o monstro”) também estará presente, nesta quinta, nas capas dos principais jornais brasileiros.

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#MulheresDeLuta: Guerrilheira curda Asia Ramazan é morta em combate no norte da Síria

[Por André Miguez, em Passa Palavra] Morreu, na última quarta-feira, 7 de setembro de 2016, a combatente curda Asia Ramazan Anta. A guerrilheira estava no front de batalha desde 2014 lutando em defesa das mulheres (unidade do PKK), na frente militar de libertação do Curdistão contra o Estado Islâmico na Síria. Seu falecimento foi amplamente noticiado pela mídia internacional.

A jovem de 22 anos tombou em uma batalha contra o Exército jihadista no Norte da Síria. Asia contribuiu para a libertação e instauração de um regime auto-gestionado em áreas que anteriormente estavam nas mãos do Estado Islâmico ou então da Turquia.

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Advogado critica reforma trabalhista em entrevista para a Globo News

O programa Conta Corrente, da Globo News, convidou o advogado trabalhista Sérgio Batalha para comentar as propostas de alteração nas leis trabalhistas feitas pelo atual governo. Fugindo da pauta preparada pelas jornalistas, o entrevistado, ao invés de defender, faz críticas à reforma. Ele diz que a atual proposta é fruto do interesse de parte do empresariado, as mudanças não estão muito claras e não resultarão, necessariamente, na criação de empregos. “Se for para ter reforma, que seja fruto de um pacto social, e não uma imposição”. Para assistir à entrevista, basta clicar aqui.

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