Autor: Luisa Vieira

Cilene, presente!

Nesta semana, recebemos a triste notícia do falecimento da grande comunicadora popular Cilene Regina Vieira, do Portal Comunitário da Cidade de Deus e do jornal “A Notícia por quem Vive”. Em uma aula de nosso curso, fizemos uma visita à favela e fomos prontamente recebidos por ela, sempre disposta a colaborar e a batalhar pela comunicação dos trabalhadores. A equipe do NPC lamenta muito essa perda. Cilene fará muita falta!

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Documentário “Resistir é preciso” conta história da imprensa alternativa durante a ditadura

Estão disponíveis, na internet, os dez episódios do documentário “Resistir é preciso”, sobre a imprensa alternativa do tempo da ditadura militar. Narrada e apresentada pelo ator Othon Bastos, a série aborda alguns dos principais periódicos daquele tempo, como “Pasquim”, “PifPaf”, “Movimento” e “Opinião”. Além destes, também são apresentados outros títulos menos conhecidos, como jornais estudantis, comunitários, sindicais e regionais. Algumas grandes figuras da época dão seus depoimentos, como Raimundo Pereira, Juca Kfouri, Laerte, Bernardo Kucinski, Antonio Candido e outros. A série é imperdível para quem gosta do jornalismo e acredita no papel da imprensa alternativa no combate às opressões e ao autoritarismo. A série está disponível aqui.

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Livro “Ainda estou aqui”, de Marcelo Rubens Paiva  

Em seu mais recente livro, Marcelo Rubens Paiva passeia por suas lembranças e nos conta as histórias fascinantes de sua mãe, Eunice Paiva, que, no presente da narrativa, sofre de Alzheimer. Além de falar sobre sua relação com essa mulher encantadora, ele trata do desaparecimento do pai, o deputado Rubens Paiva, assassinado pela ditadura. “Meu pai, um dos homens mais simpáticos e carinhosos que [Antonio] Callado conheceu, morria por decreto, graças à Lei dos Desaparecidos, vinte e cinco anos depois de ter morrido por tortura”, narra. O livro é um retrato da vida da família de Rubens Paiva, mas não apenas. Também é um documento da história recente de nosso país, marcada pelos desaparecimentos de opositores ao regime de exceção daquele tempo e pela continuidade, nos dias de hoje, da prática de violações de direitos.

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Por Luiz Antonio Simas

“O que a PEC 241 faz não é apenas desmontar o estado social brasileiro (ele mal foi montado, afinal). O que ela faz é consolidar o projeto que identifiquei no primeiro parágrafo deste texto [a exclusão social como projeto de estado] e inviabilizar o Brasil como uma possibilidade de país que não seja o fundamentado na lógica acumulativa mais tacanha, na manutenção de privilégios, na domesticação dos corpos para o trabalho subalternizado e no descarte genocida destes corpos tão logo eles não sejam mais viáveis para a engrenagem do imenso engenho colonial do qual nunca saímos de fato.”

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