Autor: Luisa Vieira

‘Caminhos da Reportagem’, da TV Brasil, trata dos conflitos pela terra no norte do país

O programa da TV Brasil, “Caminhos da Reportagem”, exibiu um vídeo de cerca de 50 minutos que trata dos conflitos agrários em Anapu (PA), local em que a missionária Dorothy Stang foi morta a mando de fazendeiros há onze anos. Essa vídeo-reportagem mostra que os religiosos que deram continuidade ao trabalho dela, em defesa da reforma agrária, continuam vivendo sob ameaça. O padre Amaro, um dos entrevistados no programa, é considerado o defensor dos direitos humanos mais ameaçado do Brasil. Pesquisadores e autoridades entrevistados no programa cobram mais ações do Estado para combater a violência no campo. Confira o vídeo aqui.

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Petroleiros fazem ato em frente à Globo de Campos

Petroleiros de todo país reunidos em Campos dos Goytacazes para participar da 6a. Plenária Nacional da FUP participaram na quinta, dia 7/7, de um ato em frente à afiliada da Rede Globo na cidade. Eles fecharam a BR 101 para fazer um “pedágio de convencimento” em defesa da Petrobrás e do pré-sal.

“Nosso ato tem o objetivo de denunciar o golpe em curso no país, dirigido por Temer e financiado pela Rede Globo de Televisão. A Globo apoiou o golpe de 64 no país que deixou o povo brasileiro sem vez nem voz. Hoje querem fazer tudo de novo” – disse o Coordenador da FUP, José Maria Ferreira Rangel.

A maioria da população campista, apoiou o movimento, com alguns carros buzinando quando passavam pelo “pedágio”.

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A Privatização de Presídios: uma ressocialização perversa – (In)Compatibilidade com o Estado Democrático de Direito, de José Adaumir da silva.

“O Brasil é um país que adota um modelo político-econômico com características neoliberais e o sistema prisional não escaparia aos seus influxos. Em um cenário de aprisionamento em massa e diante da carência de recursos e desinteresse estatal em investir no setor carcerário, surge a ideia de privatizar presídios. nesta obra vamos analisar a deslegitimação e seletividade do sistema punitivo, o avanço da privatização de presídios no Brasil e suas inconstitucionalidades, sob a ótica da criminologia crítica”. Acesse.

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Livro: Quadros de guerra – quando a vida é passível de luto?

Este livro é fundamental para quem estuda comunicação ou se interessa pelo tema. Nos seis ensaios que o compões, a filósofa estadunidense Judith Butler trata da atribuição de valor a certas vidas e não a outras. Ela parte das ações de guerra do governo George W. Bush para refletir sobre como os meios de comunicação contribuem para justificar matanças e ataques a certos países. Um dos momentos mais emocionantes do livro é a recolha de poemas escritos por prisioneiros de Guantánamo, que recorrem à escrita como uma forma de tentar manter a dignidade e contar a sua história. Se ser portador de uma vida passível de luto, se ser reconhecido como uma pessoa, um cidadão, não é para todos, é necessário, então, compreender como esse enquadramento se constrói, para que uma política de afirmação da vida seja possível.

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As raízes negras de nossas lutas operárias

[Por Sérgio Domingues] A esquerda costuma dizer que a primeira greve do País foi feita pelos tipógrafos, em 1858, no Rio de Janeiro. Mas um ano antes, na mesma cidade, trabalhadores escravizados de uma fábrica do Visconde de Mauá já haviam cruzado os braços.

É o que revela o artigo “As greves antes da ‘grève’: as paralisações do trabalho feitas por escravos no século XIX”, de Antonio Luigi Negro e Flávio dos Santos Gomes.

O texto mostra o que já deveria ser óbvio: o “mito do imigrante radical (…) impede que o trabalhador local (a começar pelo escravo) apareça como protagonista das lutas operárias”.

Afinal, 45% dos operários das manufaturas do Rio de Janeiro entre 1840 a 1850 eram escravos. Especialmente, em fábricas de vidro, papel, sabão, couros, chapéus e têxteis. Leia mais.

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