Autor: Luisa Vieira

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, diz CPI do Senado

O relatório final da CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens apresentado em Brasília mostra o seguinte: todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são assassinados. São 63 por dia. Um a cada 23 minutos. A CPI toma por base os números do Mapa da Violência, realizado desde 1998 pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. O último Mapa é de 2014 e contabiliza os homicídios de 2012: cerca de 30 mil jovens de 15 a 29 anos são assassinados por ano no Brasil, e 77% são negros (soma de pretos e pardos).

Em entrevista por e-mail à BBC, o relator, senador Lindbergh Farias, diz que “o principal destaque da CPI foi reconhecer aquilo que os movimentos negros, sobretudo de jovens, vêm dizendo há muito tempo: um verdadeiro genocídio da nossa juventude negra”. “A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil. Isso equivale à queda de mais de 150 jatos, cheios de jovens negros, todos os anos. Genocídio da população negra é a expressão que melhor se enquadra à realidade atual do Brasil”, afirma.

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Massacre em Orlando expõe o ódio – lá e aqui

O atentado à boate LGBT de Orlando, na madrugada de sábado para domingo, deixou 50 mortos e 53 feridos. Entre as explicações que surgem para esse triste episódio, um ponto é inquestionável: a motivação pelo ódio. Uma realidade não só dos EUA, mas também daqui. É o que vemos, por exemplo, em alguns comentários feitos nas notícias sobre o atentado (ver imagem). E isso nos mostra que a luta ainda é longa – lá e aqui… O número de mortos por homofobia em 2015, no Brasil, é de 318. E esse número não muda muito de ano para ano. Ou seja, por ano, aqui, temos mortes por homofobia equivalentes à 6 atentados como o de alguns dias atrás. Um número altíssimo que revela uma grave característica da nossa sociedade, marcada não só pelo ódio, mas também pela intolerância e violência.

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O massacre da Previdência, segundo O Dia

[Por Fernando Brito – Tijolaço] Prepare-se, porque a coisa é feia: aumento do fator previdenciário de 85/95 (soma da idade e do tempo de contribuição) para 105 anos (tanto para homens quanto para mulheres). Pensão por morte, desvinculada do mínimo, de 60% e mais 10% por dependentes. Por invalidez, 65%, acrescendo-se um ano por ano de contribuição. O benefício para idosos e pessoas com deficiência grave que nunca trabalharam será reduzido de um salário para meio salário mínimo.

E isso não é tudo.

Max Leone, na Coluna do Aposentado do jornal O Dia, dá detalhes sobre uma megaproposta de reforma previdenciária que estaria sendo preparada, com o aval de Michel Temer, por consultores da Câmara dos Deputados e do Senado. Confira!

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Funcionários são forçados a usar fralda para acabar com idas ao banheiro durante horário de trabalho

Denúncias recentes revelam que funcionários de algumas empresas multinacionais são obrigados a usar fralda geriátrica no trabalho para evitar as idas ao banheiro e a consequente pausa na produção que isso acarreta. É o caso japonesa Nissan. A montadora vem sendo acusada pela United Auto Works Union (UAW), sindicato dos trabalhadores do setor automotivo e maior entidade sindical dos EUA, de obrigar as funcionárias da fábrica de Mississipi a usar fraldas. Além da Nissan, empresas do setor avícola também estão nessa história. É o que mostra a Organização Oxfam América. A afirmação é de que a maior parte dos 250 mil funcionários do setor é forçada a usar fralda no ambiente de trabalho. Outras empresas que foram alvos de denúncias similares são a rede de supermercado Walmart, na Tailândia, e a sul-coreana Lear, em sua fábrica em Honduras, na América Central.

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Golpe contra liberdade de imprensa

[Por Breno Altman – publicado na Folha de S. Paulo] A Secretaria de Comunicação Social do governo interino de Michel Temer resolveu, no final de maio, cancelar verbas publicitárias para sites e blogs considerados simpáticos ao Partido dos Trabalhadores. Não foram os únicos procedimentos destinados à degola dos setores de imprensa confrontados com o novo bloco de poder. A demissão ilegal do presidente EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), suspensa liminarmente pelo STF, também integra o portfólio de providências para minar veículos de informação críticos ao impeachment. | Continue lendo.

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