Autor: Luisa Vieira

Filme sobre a ditadura tem sessão cancelada pela embaixada brasileira em Paris: “assunto espinhoso”

O documentário brasileiro “Retratos de Identificação” que tinha uma projeção-debate agendada para o próximo dia 31 de maio, teve sua sessão cancelada pela Embaixada brasileira em Paris. O evento havia sido organizado pela Associação Alter’Brasilis. Segundo os organizadores, o cancelamento da sessão foi feito via telefone porque tratava de um “assunto espinhoso”. A página oficial do filme no Facebook divulgou o ocorrido.

Dirigido por Anita Leandro, o documentário mostra que, na época da ditadura militar, os presos políticos eram fotografados em diferentes situações: desde investigações e prisões até em torturas, exames de corpo de delito e necropsias.

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A alta do dólar antes e depois de Temer, segundo o G1

Antes e depois. O site G1, do Grupo Globo, mudou a forma de falar sobre a alta do dólar depois do golpe que afastou a presidente Dilma Rousseff, eleita democraticamente em 2014. Antes, o valor alto da moeda era visto como um problema. Pela manchete da imagem, vemos a crítica pela perda de poder de compra dos brasileiros no exterior. Na semana seguinte, depois do golpe, já com o presidente interino Michel Temer empossado, a abordagem muda. O que antes era visto negativamente, passa a ser olhado por um ponto de vista positivo. O que é ressaltado não é mais o problema da alta do dólar para os brasileiros, mas o fato de que o dólar barato para os estrangeiros atrai turistas para o país. Conveniente, não?

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‘IstoÉ’ também muda o tom quando o assunto é Temer

As capas da revista Isto É também mostram a abordagem diferente quando o assunto é Dilma e quando é o governo interino de Temer. Na edição de 23 de setembro do ano passado, o tom da manchete era que os cidadãos brasileiros estavam sendo prejudicados pelo governo. Já no caso do presidente em exercício atualmente, querem nos convencer de que devemos colaborar com ele, e que todos os reforços devem ser entendidos “pelo bem da nação”.

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Protesto em Cannes, o ‘Guardian’, primeiras páginas e jornalismo em transe

[Por Mario Magalhães] A primeira página da edição impressa do jornal britânico “The Guardian” tem espaço para uma só fotografia grandona, rasgada.

Ontem, estampou artistas brasileiros protestando no mais importante festival de cinema do mundo, o de Cannes.

Cartazes em inglês e francês denunciaram o golpe de Estado que depôs a presidente constitucional Dilma Rousseff.

No dia em que historiadores e pesquisadores do jornalismo quiserem reconstituir e interpretar o ambiente nestes trópicos nesta época, deixo a sugestão: comparar a capa do “Guardian” com as primeiras páginas de diários do Brasil. Leia mais.

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