Autor: Luisa Vieira

Livro feminista: Reivindicação dos direitos da mulher

Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro, de Mary Wollstonecraft, denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século 18, especialmente à educação formal. Escrito em um período histórico marcado pelas transformações que o capitalismo industrial traria para o mundo, o texto discute a condição da mulher na sociedade inglesa de então, dialogando com filósofos como Rousseau. Libertária, Mary Wollstonecraft fez de sua própria vida uma defesa da emancipação feminina: envolveu-se na Revolução Francesa e foi uma precursora do amor livre. Extremamente revolucionário para a época, Reivindicação dos direitos da mulher foi traduzido para vários idiomas, se tornou uma referência teórica para as precursoras do feminismo contemporâneo, como Simone de Beauvoir, e uma leitura essencial para as discussões de gênero. O livro “resulta tanto de uma trajetória de lutas militantes de Mary como de seus enfrentamentos contra a moral sexista e conservadora da época”, diz Maria Lygia Quartim de Moraes, que assina o prefácio.

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No Rio, exposições “Diálogo no escuro” e “As meninas do quarto 28”

Quem é do Rio não pode perder duas exposições que estão ocorrendo, simultaneamente, no Museu Histórico Nacional, que fica no centro da cidade. Uma se chama “Diálogo no escuro”. Guiados por cegos em salas totalmente escuras, os visitantes são estimulados a desenvolver os outros sentidos, já que a visão fica completamente comprometida. Além disso, o circuito permite que as pessoas se coloquem no lugar das outras e desenvolvam empatia para com os deficientes, em especial os visuais. É uma experiência verdadeiramente transformadora e impactante. Fica em cartaz até 30 de outubro de 2016.

Outra exposição, em cartaz no mesmo local, se chama “As meninas do quarto 28”. Conta a história de um gueto na Tchecoslováquia que funcionou durante a 2ª Guerra Mundial. Nele, judias de 12 a 14 anos tiveram a oportunidade de conviver com artistas e intelectuais, que lhes proporcionaram aulas de artes como uma forma de incentivá-las a superar os momentos de terror e ameaça por que passavam. Algumas das pinturas e desenhos foram resgatados e réplicas podem ser vistas nessa exposição sobre os terrores do Holocausto. Esta exposição pode ser visitada até 17 de julho de 2016.

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Muhammad Ali presente!

Faleceu, no dia 4 de junho, Muhammad Ali, que lutava contra o Mal de Parkinson há cerca de 30 anos e uniu, como poucos, esporte e política. Nascido Cassius Clay, tornou-se referência mundial dentro dos ringues de boxe e nos protestos contra a opressão dos negros de todo o mundo. Converteu-se ao Islã, fez de Malcom X sua referência política e recusou-se a lutar na Guerra do Vietnã, pois, como dizia, seu inimigo não era nenhum vietcongue, mas sim o preconceito e a exclusão. “Minha consciência não deixa que eu atire em um irmão, ou em gente escura, ou em qualquer pessoa pobre e faminta vivendo na lama, pela grande e poderosa América. E atirar neles por quê? Eles nunca me chamaram de ‘crioulo’. Eles nunca me lincharam, ou soltaram cães em mim, nem roubaram minha nacionalidade… Nunca estupraram e mataram minha mãe ou meu pai. Atirar neles por quê? Como vou atirar neles, bebês e crianças e mulheres pobres e negras? É melhor que me mandem pra prisão”, chegou a dizer.

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