Autor: Luisa Vieira

Cunha manda e governo Temer terá que se ajoelhar, diz Dilma

[Por Mônica Bergamo/ Folha de S.Paulo] Os garçons do Palácio da Alvorada ainda servem café quente para a presidente afastada Dilma Rousseff. Na quinta-feira passada (26), ela recebeu a Folha para uma entrevista e pediu que servissem também “alguma comidinha”. Foi prontamente atendida, mas reclamou: “Não tem pão de queijo?”. Dilma, segundo assessores, segue mais Dilma do que nunca. Acorda cedo, despacha, dá bronca, exige pontualidade e se apega a detalhes. Aparenta estar forte e até algo aliviada longe da rotina do Palácio do Planalto, de onde foi afastada depois que o Senado votou pela abertura do impeachment, há 18 dias.

Diz que não sente falta de nada. “Eu trabalho o mesmo tanto. Só que agora faço outras coisas”, afirma. Recebe senadores, deputados, ex-ministros. Com eles, participa de discussões em redes sociais. “Temos que defender o nosso legado. E com pouco recurso. Atualmente nós temos um blog. Ele nos consome”, afirma. Na semana passada, acompanhou cada detalhe da divulgação, pela Folha, de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros e com José Sarney.

“As razões do impeachment estão ficando cada vez mais claras”, afirma, sorrindo. As conversas revelam tentativas de interferir na Operação Lava Jato e a opinião de que, se Dilma saísse do governo, as investigações poderiam arrefecer.

Dilma não poupa críticas ao governo interino de Michel Temer e diz que ele terá que “se ajoelhar” para Eduardo Cunha, com quem “não há negociação possível”.

Leia os principais trechos da conversa.

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Minimanual do Jornalismo Humanizado – Pt. I: Violência Contra a Mulher

A Ong Think Olga lançou um manual online muito interessante, com algumas orientações básicas para evitar erros clássicos na abordagem de notícias relacionadas às mulheres. Dividido em quatro partes (Violência contra a mulher, racismo, transfobia e estereótipos nocivos), o “Minimanual do Jornalismo Humanizado” traz exemplos práticos e diretos para jornalistas e veículos de comunicação que não desejam colaborar com a cultura de violência contra a mulher. Algumas orientações são, por exemplo, não romantizar os atos de estupro e nem tratá-los como “sexo”. Para conferir essa primeira parte, basta acessar aqui.

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ONU Brasil lança concurso de vídeos de 1 minuto em defesa da igualdade de gênero

A campanha “O Valente Não é Violento”, voltada para estudantes do Ensino Médio e profissionais de audiovisual, está com inscrições abertas. A proposta é responder em um minuto, em qualquer formato audiovisual, a questão: “Como seria o mundo sem as imposições sociais em relação ao que é esperado de homens e mulheres?” As e os vencedores do concurso terão seu vídeo exibido por canais da ONU Brasil durante os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, celebrados mundialmente de 25 de novembro a 10 de dezembro. Saiba mais.

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Saiu a 1ª convocatória do Encontro de tecnologias de rádio para mídias comunitárias e livres em Macapá

O primeiro encontro do projeto Mídia dos Povos será realizado entre os dias 2 e 7 de agosto a 12km da capital do Amapá, Macapá, no quilombo do Curiaú. A temática do encontro será a apropriação de tecnologias para rádios livres e comunitárias. Além de debater estratégias para a comunicação dos povos tradicionais, vão ser criados espaços para diferentes oficinas, como construção de minitransmissores de rádio. Além disso, todos os participantes terão espaço para oferecer oficinas e/ou rodas de conversa sobre algum conhecimento que queiram compartilhar com todos.

Nesse primeiro encontro serão destinados, por meio da convocatória, quatro vagas para interessados de toda a região amazônica, brasileira e não brasileira e 2 vagas para interessados de outras regiões do Brasil. Para se inscrever basta preencher o formulário.

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