Autor: Luisa Vieira

Mulher Cidadã do Rio, Maria da Penha tem sua casa removida na Vila Autódromo no dia 8 de março

No dia 8 de Março, dia das mulheres, Maria da Penha, símbolo da luta das mulheres do Rio de Janeiro, teve sua casa demolida pela Prefeitura do Rio na Vila Autódromo. Depois de várias semanas em alerta, a tropa de choque enviada pela Prefeitura de forma covarde promoveu mais esta ação ilegal na comunidade. Penha sempre destacou que independente de valores, sua casa e sua comunidade não estavam à venda.

Após realizar a mudança para a igreja local com a sua família, Penha esteve na porta do Palácio da Cidade, em Botafogo, para apresentar o Plano Popular de Urbanização, ignorado pelo prefeito desde 2012.

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Boitempo lança obra fundadora do feminismo em versão comentada

O livro “Reivindicação dos Direitos das Mulheres”, de 1792, foi escrito pela inglesa Mary Wollstonecraft em resposta à “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” dos revolucionários franceses. Este é um dos pioneiros questionamentos sobre as questões de gênero no mundo. Chega ao Brasil pela editora Boitempo (256 pág, R$ 53) e em breve estará à venda na nossa Livraria Antonio Gramsci. Como esclarece a pesquisadora Maria Lygia Quartim no prefácio da obra, a inglesa Mary Wollstonecraft e sua contemporânea francesa Olympe de Gouges alimentaram-se do legado iluminista e o enriqueceram. Ambas ousaram contestar o discurso dominante de que a subordinação da mulher ao homem era um dado da natureza. As duas também participaram ativamente da vida política de seus países, como feministas e como abolicionistas.

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A garota dinamarquesa

Esse belíssimo filme conta a história de Lili Elbe. Nascido Einar Mogens Wegener, foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança sexual. O filme trata de sua descoberta, suas dificuldades, o preconceito que precisa enfrentar e também o apoio da companheira, a pintora dinamarquesa Gerda.

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Berta Cáceres, presente!

A coordenadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (Copinh), Berta Cáceres, foi assassinada em sua casa na madrugada de quinta-feira, 3 de março. Ela era líder da comunidade indígena lenca e de movimentos de camponeses hondurenhos, defensora de direitos humanos e ativista ambiental. Recebeu em 2015 o prêmio Goldman, considerado o Nobel do Meio Ambiente, por sua luta contra as investidas de corporações e do governo contra os direitos das comunidades rurais hondurenhas. “O que nos inspira não são os prêmios, mas os princípios. Aqui, com reconhecimento ou sem, lutamos e vamos continuar lutando”, afirmou na ocasião. Seu assassinato gerou repercussão em diversos países da América Latina, que lembraram sua luta principalmente na semana do 8 de março. [Com informações do Opera Mundi]

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